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Fila de navios de soja é pano de fundo de jantar de Trump e Xi

Shruti Date Singh, Pablo Gonzalez e Kevin Varley

29/11/2018 15h46

(Bloomberg) -- A longa fila de navios à espera para descarregar soja na Argentina é um lembrete claro do que estará em jogo no mercado de oleaginosas quando Donald Trump e Xi Jinping se reunirem no país, no fim desta semana.

A Argentina é o maior exportador de farelo de soja, mas não é um grande importador de sementes oleaginosas dos EUA -- ou melhor, não era. Devido à guerra de tarifas, a China está esnobando os grãos cultivados nos EUA, que estão sendo redirecionados para a Argentina, em parte porque houve uma seca que prejudicou a oferta doméstica.

Há 19 navios a caminho ou à espera para descarregar soja americana nos portos argentinos de San Lorenzo e Rosário, segundo dados de agências de navegação. No ano passado não foi registrado nenhum carregamento de soja dos EUA com destino à Argentina.

"Não há nenhum problema, é apenas uma fila de espera devido à enorme e incomum quantidade de soja que está sendo importada", disse Guillermo Wade, gerente da Câmara de Atividades Portuárias e Marítimas (CAPyM, na sigla em espanhol), de Rosário.

A cerca de 270 quilômetros, em Buenos Aires, Trump e Xi deverão jantar juntos no sábado à noite como parte da cúpula do Grupo dos 20. Se não houver progresso nas negociações comerciais, os portos argentinos terão que se acostumar com as longas filas de navios com carregamentos de soja americana.

--Com a colaboração de Jonathan Gilbert e Juliano Candido.

Repórteres da matéria original: Shruti Date Singh em Chicago, ssingh28@bloomberg.net;Pablo Gonzalez em Buenos Aires, pgonzalez49@bloomberg.net;Kevin Varley em Washington, kvarley@bloomberg.net