Topo

Ex-CEO da Porsche quer salvar motor de combustão com tecnologia

Eyk Henning e Christoph Rauwald

13/12/2018 16h13

(Bloomberg) -- Em um momento em que as regras de emissões cada vez mais rigorosas estão obrigando o setor automotivo a adotar a energia das baterias, uma startup alemã diz que tem a tecnologia para dar um alívio ao motor de combustão.

Usando micro-ondas pulsantes para o combustível em vez de velas de ignição ou velas incandescentes, os engenheiros da MWI Micro Wave Ignition dizem que podem reduzir o consumo de gasolina e diesel em até 30 por cento, e as emissões em até 80 por cento, porque o combustível queima a uma temperatura mais baixa.

A empresa com sede na cidadezinha de Empfingen, na Floresta Negra, no sul da Alemanha, ganhou alguns patrocinadores poderosos. Um de seus acionistas é Wendelin Wiedeking, ex-CEO da Porsche, a quem é atribuído o renascimento da icônica fabricante alemã de carros esportivos.

A MWI encarregou à Macquarie Capital a busca de um comprador e de um parceiro internacional que possam ajudar a promover o novo sistema e aumentar o poder de fogo financeiro da MWI, segundo pessoas a par do assunto. A empresa começou a negociar com grandes fabricantes de veículos da Coreia do Sul e da China, disse uma das pessoas.

A MWI preferiu não comentar.

Wiedeking e um grupo de investidores privados possuem cerca de 20 por cento da MWI, controlada por seus fundadores, Armin e Volker Gallatz.

"Estou convencido de que a MWI é uma inovação disruptiva com um enorme potencial de mercado", disse Wiedeking, segundo documento divulgado pela MWI.

Uma tecnologia de motores mais eficiente poderia manter os carros tradicionais nas ruas por mais tempo, o que aumentaria os lucros do setor em um momento em que as fabricantes de veículos gastam grandes somas para aumentar a produção de veículos elétricos nos próximos anos. Várias fabricantes continuam investindo em melhores motores de combustão.

O argumento da MWI é que sua tecnologia pode ser integrada à arquitetura atual dos motores em vez de necessitar de uma abordagem totalmente nova.

Repórteres da matéria original: Eyk Henning em Frankfurt, ehenning1@bloomberg.net;Christoph Rauwald em Frankfurt, crauwald@bloomberg.net

Mais Economia