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Engelhart deixará alguns mercados físicos de commodities: Fontes

Isis Almeida, Javier Blas, Jack Farchy e Joe Deaux

17/12/2018 19h12

(Bloomberg) -- A Engelhart Commodities Trading Partners, uma cisão do Grupo BTG Pactual, está deixando de realizar algumas transações físicas de commodities e cortando posições em outras, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto.

A trading de commodities não se engajará mais no comércio físico de metais, carvão, petróleo e algodão, e vários altos executivos estão deixando a empresa, segundo as pessoas, que pediram para não serem identificadas porque a informação não é pública. A empresa também reduzirá sua presença no mercado de fretes, mas planeja continuar o comércio físico e paper trading de grãos, oleaginosas, açúcar e café.

"Estamos continuamente revisando nosso portfólio de negócios e estamos nos concentrando em nossa plataforma física na América Latina na agricultura e nossa plataforma de negociação financeira em energia e metais básicos", disse Huw Jenkins, charmain da Engelhart Chairman, por telefone segunda-feira.

A remodelação é o mais recente desafio da trading de commodities, que foi cindida do BTG em 2016 após o fundador e ex-presidente do banco brasileiro ter sido preso em uma investigação de corrupção. Andre Esteves foi absolvido de qualquer irregularidade por um juiz federal brasileiro em julho. O ex-CEO da Engelhart, Ricardo Leiman, saiu no ano passado e anunciou em outubro que estava se preparando para lançar um novo fundo de hedge de commodities.

Vários executivos saíram ou estão saindo da empresa como parte das mudanças, incluindo o top trader de petróleo Robert French, o diretor para negócio com carvão Nick Dickson, e Wladimir Blanckaert, o diretor da Engelhart na Ásia, disseram outras duas pessoas informadas sobre o assunto. A companhia planeja continuar negociando petróleo, metais e carvão por meio do mercado de paper trading ou derivativos, disse uma das pessoas. A empresa só se envolverá em frete físico quando necessário para o transporte de seus próprios produtos.

Fundado em 2013, o braço de negociação de commodities foi um ponto de destaque do BTG em meio a dificuldades em outras operações, crescendo rapidamente para garantir um lugar logo atrás de algumas das maiores tradings do mundo.

--Com a colaboração de Andy Hoffman, Cristiane Lucchesi e Marvin G. Perez.

Repórteres da matéria original: Isis Almeida em Londres, ialmeida3@bloomberg.net;Javier Blas em Londres, jblas3@bloomberg.net;Jack Farchy em Londres, jfarchy@bloomberg.net;Joe Deaux em Nova York, jdeaux@bloomberg.net