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Alibaba adia contratações e corta gastos com viagens: Fontes

Bloomberg News

18/01/2019 13h21

(Bloomberg) -- A Alibaba Group Holding está cortando gastos com viagens e adiando algumas contratações, segundo pessoas a par do assunto. A maior empresa chinesa de e-commerce estaria se preparando para a desaceleração da economia local.

Pessoas que já haviam passado pelo processo de admissão foram avisadas que não poderão começar até o início do novo ano fiscal, em abril, informaram as fontes, que pediram anonimato. A redução das despesas com viagens inclui restrições à compra de passagens aéreas de classe executiva. Os funcionários só poderão escolher a acomodação melhor em uma de cada cinco viagens de ida e volta que durem mais de 20 horas, de acordo com uma das pessoas ouvidas pela reportagem.

A perspectiva para a China piorou com a guerra comercial com os EUA. Em setembro, Jack Ma, presidente do conselho da Alibaba, alertou para os desafios que a empresa e a economia local enfrentavam com a escalada da tensão. O desaquecimento atinge desde fabricantes de equipamentos eletrônicos até a maior startup do mundo, a Bytedance, que, segundo relatos, mal atingiu a meta de receita em 2018.

O número de novos contratados está diminuindo, de acordo com uma das fontes. Um candidato ouviu que só haveria possibilidade de emprego se estivesse disposto a aguardar até abril.

Os funcionários também foram informados que a Alibaba, sediada em Hangzhou, deixaria de pagar tarifas aéreas que dão direito a benefícios na classe econômica, como espaço maior para as pernas. Gastos com táxis até o aeroporto só serão reembolsados se pelo menos três pessoas estiverem viajando juntas, informou uma fonte.

Quando questionada sobre potenciais cortes, a companhia respondeu que está sempre investindo em sua força de trabalho e procurando as pessoas certas.

"Planejamento estratégico de longo prazo e melhorias contínuas em nosso pool de talentos são essenciais para o futuro da Alibaba", afirmou a empresa por email.

Em setembro, Ma também expressou o temor de que as consequências da tensão comercial teriam impacto muito maior e demorado do que se esperava. Segundo ele, a disputa poderia durar 20 anos e ir além do mandato do presidente Donald Trump.

Analistas já preveem desaceleração do setor de tecnologia da China, diante da deterioração da confiança dos empresários e da diminuição dos gastos dos consumidores. Pelos cálculos do Morgan Stanley, a receita das companhias de internet de capital aberto que o banco acompanha no país vai aumentar, na média, 29 por cento neste ano - ficando abaixo de 30 por cento pela primeira vez desde 2015 pelo menos. Para o crescimento econômico, a projeção é de 6,2 por cento em 2019, o ritmo mais lento desde 1990.

To contact Bloomberg News staff for this story: Lulu Yilun Chen em Hong Kong, ychen447@bloomberg.net;Jun Luo em Xangai, jluo6@bloomberg.net;David Ramli em Pequim, dramli1@bloomberg.net