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Apple corre para atrair estúdios para novo serviço de streaming

Lucas Shaw, Mark Gurman e Julie Verhage

13/03/2019 11h28

(Bloomberg) -- Após tentar durante meses gerar interesse nos investidores para suas ambições de se tornar uma empresa de serviços, a Apple se prepara para apresentar planos para novos produtos de vídeo e notícias. Tudo o que a empresa precisa agora é convencer Hollywood.

A empresa receberá celebridades e executivos do setor de mídia em 25 de março para descrever como enfrentará concorrentes como Amazon e Netflix. A Apple planeja lançar um muito aguardado serviço de streaming e um pacote de assinaturas de revistas e poderia usar o evento em Cupertino, na Califórnia, para exibir recursos adicionais do Apple Pay, lançando as bases para uma parceria do iPhone com o Goldman Sachs para cartões de crédito.

Mas antes de abrir a cortina, a Apple precisa fechar negócios. A empresa está correndo para garantir filmes e programas de TV para oferecer juntamente com seus próprios vídeos originais e está oferecendo concessões para fechar negócios até o fim do prazo, na sexta-feira, segundo pessoas a par do assunto. Empresas do ramo de TV paga como HBO, Showtime e Starz precisam decidir se a Apple é uma ameaça existencial, como algumas veem a Netflix atualmente, uma possível parceira ou algo entre os dois extremos.

Durante anos, os observadores da Apple previram que as tecnologias de realidade aumentada ou de carros autônomos se transformariam na "próxima grande novidade" da fabricante do iPhone. Mas em um momento em que os consumidores estão mantendo os mesmos aparelhos por mais tempo, a empresa procura serviços com a promessa de receitas recorrentes como próxima área de crescimento. A Apple projeta que essas receitas atingirão US$ 50 bilhões por ano até 2021. No ano passado, os serviços renderam US$ 39,7 bilhões, um aumento de 33 por cento.

A Apple preferiu não comentar sobre seus planos para o evento.

Concorrente da Netflix

O serviço de vídeo a ser lançado, que provavelmente será integrado ao aplicativo de TV do iPhone, do iPad e de decodificadores, incluirá dois recursos novos: programas financiados, comprados ou desenvolvidos pela Apple e programas de empresas de mídia externas. A empresa está negociando com a AT&T, proprietária da HBO, com a CBS e sua emissora Showtime, com o Starz, que é o canal de TV a cabo premium da Lions Gate Entertainment, e com outras empresas. Alguns negócios, pelo menos, deverão ser fechados até sexta-feira, disse uma das pessoas, que pediu para não ser identificada porque as negociações ainda estão em andamento.

O aplicativo atual da Apple TV já permite que os clientes acessem serviços como a HBO. Mas aqueles que compram esses produtos individualmente são direcionados aos respectivos aplicativos das emissoras para ver programas e filmes. Mantê-los dentro da Apple, uma estratégia que já funcionou com a música, pode ajudar a trazer 100 milhões de assinantes nos próximos cinco anos, previu a Wedbush Securities na terça-feira. A própria Apple projeta que o total de assinaturas da App Store chegará a 500 milhões até 2020, contra 360 milhões atualmente.

--Com a colaboração de Sridhar Natarajan e Anousha Sakoui.

Repórteres da matéria original: Lucas Shaw em Los Angeles, lshaw31@bloomberg.net;Mark Gurman em San Francisco, mgurman1@bloomberg.net;Julie Verhage em Nova York, jverhage2@bloomberg.net

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