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Peste suína africana se espalha pelo Leste Europeu

Megan Durisin

12/08/2019 12h35

(Bloomberg) -- O vírus da peste suína se espalha pelo Leste Europeu, que tenta conter um surto de longa duração da doença.

A Sérvia anunciou seus primeiros casos suspeitos de peste suína africana, apenas algumas semanas depois de a Eslováquia ter encontrado a doença em um pequeno plantel de suínos. Houve também um aumento significativo dos casos relatados em criações de suínos de países já afetados, como Romênia, Polônia e Bulgária, segundo dados compilados pelo governo do Reino Unido.

A Europa Oriental tem se esforçado para controlar a peste suína desde que o vírus escapou da Rússia em 2014. Embora os países mais afetados da região não sejam os principais produtores de carne suína, esses mercados permanecem próximos aos principais exportadores mais a oeste. A peste suína africana ganhou destaque depois que a China - que possui metade dos suínos do mundo - e outros países asiáticos perderam milhões de porcos devido ao surto que começou há um ano.

"A situação do surto nos estados membros do leste continua exercendo pressão", disseram analistas do Rabobank em relatório de julho. Os riscos de propagação da doença aumentaram o "pessimismo" entre produtores do norte da Europa e desencorajaram a expansão dos plantéis.

A Europa Ocidental tem conseguido controlar a propagação da doença, tendo registrado casos apenas em javalis na Bélgica desde 2018. Isso ajudou a região a continuar a ser um dos principais exportadores para suprir a crescente escassez de carne suína do mundo. As exportações da União Europeia para a China subiram 43% este ano até maio.

Ainda assim, os importadores estão atentos à questão. Embora a Alemanha - um dos maiores produtores da Europa - esteja livre do vírus, as Filipinas recentemente baniram a carne de porco do país, alegando que uma remessa estava misturada com produtos da Polônia.

A Romênia registrou 746 surtos em mais da metade do país em relação aos 581 no início de agosto, segundo a agência veterinária do país. Recentes casos na Polônia, o quarto maior produtor de suínos da UE, incluem uma fazenda com 9,4 mil porcos, segundo o relatório mais recente da OIE.

A Sérvia sacrificou algumas dúzias de suínos na região central do país depois de encontrar casos suspeitos e aguarda os resultados de testes laboratoriais esta semana, de acordo com um porta-voz do Ministério da Agricultura. Na Bulgária, houve seis casos recentes em fazendas industriais, e cerca de 126 mil porcos serão abatidos no país, segundo dados da agência estatal de alimentos.

--Com a colaboração de Irina Vilcu, Misha Savic e Slav Okov.

Para contatar a editora responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

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