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Com crise do vírus, China busca flexibilidade em acordo com EUA

Bloomberg News

03/02/2020 12h42

(Bloomberg) -- Autoridades chinesas esperam que os Estados Unidos aceitem certa flexibilidade nas promessas do acordo comercial de primeira fase, disseram pessoas com conhecimento da situação, enquanto Pequim tenta conter uma crise de saúde que ameaça desacelerar o crescimento doméstico com impacto global.

O acordo selado em 15 de janeiro deveria entrar em vigor em meados de fevereiro. Uma cláusula estabelece que EUA e China farão uma avaliação "no caso de um desastre natural ou outro evento imprevisível" atrasar o cumprimento do acordo. Ainda não está claro se a China já solicitou formalmente tal consulta, mas pessoas a par do assunto disseram que a medida deve ser tomada em algum momento.

O Ministério do Comércio Chinês e o representante de Comércio dos EUA não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

No primeiro ano do acordo, a China se comprometeu em adquirir outros US$ 76,7 bilhões em produtos dos EUA, além do comprado em 2017, e US$ 123,3 bilhões no segundo ano. As compras de produtos agrícolas são particularmente importantes para agricultores norte-americanos prejudicados pela guerra tarifária com a China nos últimos dois anos e são uma base fundamental de apoio ao presidente dos EUA, Donald Trump.

Perdas no mercado

Os preços futuros para a soja - uma das principais commodities que Pequim concordou em comprar - refletem preocupação com a demanda mais fraca da segunda maior economia do mundo.

Mais de 360 pessoas morreram devido ao surto do coronavírus, e o total de casos confirmados soma quase 17.400. As Filipinas relataram a primeira morte fora da China.

Por enquanto, os EUA não sofreram grande impacto na economia devido à epidemia, disse o assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, na semana passada.

"É principalmente um problema de saúde pública, e a pandemia, claro, está na China, não nos EUA", disse Kudlow na quinta-feira em entrevista à Fox Business Network. "Na economia, não vemos impacto material."

Questionado se o vírus dará aos EUA mais influência na segunda fase das negociações comerciais com o país asiático, Kudlow disse que o surto é "completamente separado do comércio, dos empregos e de todo o resto".

--Com a colaboração de Jenny Leonard.

To contact Bloomberg News staff for this story: Shuping Niu em Beijing, nshuping@bloomberg.net;Steven Yang em Beijing, kyang74@bloomberg.net