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Economistas focam em três áreas para avaliar recuperação dos EUA

Christopher Condon e Katia Dmitrieva

13/04/2020 13h46

(Bloomberg) -- Quando se trata de prever ou limitar os estragos de curto prazo que o Covid-19 causará nos Estados Unidos, economistas e governo não podem ajudar muito.

O que acontecerá depois que o vírus for controlado é uma história diferente. A força ou fraqueza da recuperação do país, quando aconteça, será fortemente influenciada pelas ações tomadas agora e nos próximos meses.

Economistas apontaram para três áreas fundamentais que, segundo eles, serão mais importantes. Por um lado, a velocidade da ajuda a pequenas e médias empresas. Um segundo ponto é o nível de apoio aos estados e cidades ao longo deste ano. E, terceiro, algo - qualquer coisa - que recupere a confiança de indivíduos e empresas para a volta à normalidade.

Uma recuperação em forma de V pode não ser realista, mas medidas eficazes em cada uma dessas frentes podem ajudar a fazer a diferença entre uma retomada energética e uma recessão que seja duradoura ou até catastrófica.

"Para onde estamos indo a longo prazo pode ser moldado, com eficácia atípica, por decisões de política que acontecem agora", disse Kartik Athreya, diretor de pesquisa do Fed de Richmond.

A natureza sem precedentes da atual retração econômica torna quase impossível para especialistas preverem o quanto pode piorar. Afinal, seus modelos dependem muito da experiência histórica documentada. Por isso, não surpreende que as previsões mostrem um intervalo impressionante. As estimativas para o crescimento anualizado do PIB dos EUA no segundo trimestre enviadas à Bloomberg desde 10 de abril variam de -65% a 0,4%.

Economistas dispõem de muito menos ferramentas quando se trata de recomendar qualquer receita para melhorar as perspectivas de curto prazo. Com a saúde pública como prioridade, a política se concentra em reduzir temporariamente atividades que impulsionam setores inteiros do comércio.

O governo federal dos EUA lançou estímulos significativos. No final de março, o Congresso destinou mais de US$ 2 trilhões para aumentar os benefícios de seguro-desemprego, enviar ajuda direta a famílias de baixa e média renda, oferecer subsídios para pequenas empresas e prestar socorro a companhias aéreas e outras grandes empresas. O presidente Donald Trump aprovou rapidamente a legislação.

Congressistas avaliam a oferta de mais financiamento para pequenas empresas. O Federal Reserve também anunciou uma série de novos programas de empréstimos de emergência capazes de mobilizar outros trilhões.

Mas realmente necessário agora é o rápido desembolso de recursos. E, até agora, mais de três semanas após o anúncio das primeiras medidas de quarentena, muito pouco dinheiro foi entregue.

©2020 Bloomberg L.P.