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Nissan quer estar entre as três maiores da América Latina

Rio de Janeiro, 4 jan (EFE).- A montadora japonesa Nissan tem planos para se colocar entre as três empresas com maior participação no mercado de automóveis na América Latina e, como parte desta estratégia, anunciou nesta segunda-feira o lançamento de um novo modelo no Brasil e que aguarda a conclusão de uma nova fábrica na Argentina.

"Queremos que a Nissan esteja entre as três maiores da América Latina. Temos capacidade e potencial para isso", afirmou o presidente mundial da Aliança Renault-Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, em entrevista coletiva realizada no Rio de Janeiro.

O executivo afirmou que a Nissan está reforçando sua presença na região e que no ano passado consolidou suas filiais na Argentina e no Chile. Além disso, anunciou um investimento de US$ 600 milhes para a construção de uma fábrica em um complexo industrial da Renault na Argentina, no qual planeja produzir caminhonetes.

"Achamos uma unidade operacional da Nissan na América Latina e reforçamos a presença no Brasil. O pontapé inicial deste ano tem como objetivo impulsionar o crescimento em toda a região", destacou Ghosn ao anunciar o lançamento do novo modelo no Brasil.

A montadora japonesa começará a fabricar neste ano no país o Kicks, um novo crossover projetado inicialmente apenas para América Latina, mas cuja produção será global.

"O Kicks é um produto brasileiro que produziremos primeiro no Brasil e exportaremos daqui para toda a América Latina, mas que também fabricaremos em outras de nossas fábricas em outros países", disse o presidente mundial da Aliança Renaul-Nissan.

A produção do 4x4 compacto exigirá um investimento adicional de R$ 750 milhões na fábrica que a Nissan tem em Resende, no Rio de Janeiro, e a contratação de 600 novos trabalhadores.

O complexo industrial da Nissan em Resende, inaugurado em 2014 e no qual foram gastos R$ 2,6 bilhões, produz atualmente dois modelos (March e Versa), além de motores, mas, com a fabricação do Kicks, passará a ser uma nova plataforma de exportação da montadora.

Da mesma forma, a fábrica que a Nissan está construindo na província de Córdoba, na Argentina, também será destinada para atender o mercado externo. O local passará a produzir a caminhonete Frontier em 2018, um dos principais veículos da companhia.

"As fábricas nos Estados Unidos e no México não têm mais capacidade para aumentar a produção. O único lugar em que temos capacidade disponível atualmente é no Brasil, depois na Argentina. Vamos produzir para exportar em ambos os países", explicou Ghosn.

O diretor da Nissan para a América Latina, José Luis Valls, disse à Agência Efe que a atual participação da montadora japonesa no mercado da região é de 4%, sem incluir o México. O objetivo é chegar aos 10% até 2020 para estar entre os líderes.

A estratégia, porém, depende do crescimento da Nissan principalmente no Brasil, o maior mercado regional, e na Argentina, explicou Valls. "Atualmente temos uma participação de 2,5% no Brasil e de 1% na Argentina. Mas nossa participação chega a 6,5% sem incluir o Brasil e 9,5% excluindo Brasil e Argentina", afirmou o diretor da Nissan para a América Latina.

Apesar da recessão enfrentada pelo Brasil e da queda de mais de 25% das vendas de automóveis no país em 2015, a Nissan conseguiu elevar sua presença no mercado brasileiro de 2,1% em 2014 para 2,5% no ano passado, destacou Ghosn.

O presidente mundial da Aliança Renault-Nissan afirmou ser "muito otimista" a previsão de que as vendas só serão reduzidas em 5% no Brasil em 2016. Além disso, ressaltou que será uma "grande surpresa" se o mercado voltar a crescer em 2017.

Ghosn explicou que a Nissan lançará um novo modelo e aumentará a produção apesar da crise no Brasil porque a empresa quer estar pronta para crescer quando o mercado do país se recuperar.

"Nossa participação no mercado latino-americano está crescendo apesar da retração da região, mas temos que esperar que o Brasil volte a crescer para que também possamos crescer", concluiu.

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