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Fabricantes apostam em veículos de luxo e 4x4 no Salão de Detroit

Julio César Rivas.

Detroit (EUA), 11 jan (EFE).- Após um ano com recorde de vendas nos Estados Unidos e com perspectivas de bonança econômica no país nos próximos anos, o Salão Internacional do Automóvel da América do Norte (Naias, sigla em inglês) abriu suas portas nesta segunda-feira em Detroit focando suas apostas nos veículos mais caros e complexos.

Em 2015, os consumidores americanos compareceram em números recordes às concessionárias para adquirir veículos 4x4, pick-ups e carros de luxo, os mais caros que existem no mercado atual.

E os fabricantes estão mais que dispostos a satisfazer as demandas dos consumidores americanos que vivem uma época com gasolina barata e crescente bem-estar econômico.

Isso ficou evidente nas palavras ditas hoje pelo executivo-chefe da Fiat Chrysler (FCA), Sergio Marchionne, cuja companhia está aproveitando o interesse dos americanos e de outras regiões-chave do planeta por SUVs, veículos 4x4 e caminhonetes.

A Jeep, marca da FCA especializada em SUVs e automóveis 4x4, vendeu 1.237.583 veículos em 2015 em todo o mundo, um número recorde em sua história que representa um aumento de 22% em relação a 2014.

No Salão de Detroit, Marchionne disse que a FCA está pronta para responder à "mudança do mercado nos Estados Unidos", que quer mais veículos 4x4 e caminhonetes pick-up.

Marchionne acredita que essa mudança é "permanente" e "vai estabelecer o tom do caminho" a ser tomado "para alocar produtos no futuro".

A Jeep não anunciou novidades hoje, elas estão reservadas para o Salão do Automóvel de Nova York, em abril, mas a FCA revelou o Chrysler Pacifica, a nova geração de minivans com a qual o inventor desse conceito quer revitalizar um segmento que perdeu força.

Timothy Kuniskis, responsável pelas marcas de veículos de passageiros da FCA, apresentou hoje o Pacifica 2017, assim como sua versão híbrida, um modelo que considera "perfeito para a família moderna".

Outro fabricante que apresentou hoje sua aposta por veículos de luxo e que vive um crescimento das vendas no mundo todo foi a sul-coreana Hyundai.

Após anos de rumores, a Hyundai tornou realidade a criação de uma marca de veículos de luxo, a Genesis, e aproveitou o Salão de Detroit para mostrar ao público o G90, seu primeiro veículo.

O diretor de marketing da Hyundai nos Estados Unidos, Dean Evans, disse hoje à Agência Efe que a Genesis deve lançar um total de seis veículos até 2020, três deles sedans de diferentes tamanhos, dois SUVs e um cupê.

Seguindo essa tendência, a General Motors (GM) apresentou hoje o SUV de luxo Buick Envision, assim como o protótipo Buick Avista, um cupê de alto rendimento com 400 cavalos de potência que tem na mira as marcas de luxo europeias e japonesas.

Mas nenhum fabricante está disposto a relaxar o passo em um mercado em expansão como o norte-americano.

A Volvo, que hoje ganhou o prêmio da Caminhonete do Ano com o XC90, realizou a estreia mundial do sedan S90.

A Mercedes-Benz apresentou os novos Classe E, um sedan de luxo que entra em sua décima geração; o SLC, um cupê derivado do Classe C; e o SLC43 AMG; um cupê de alto rendimento; além dos conversíveis S65 AMG e o S643 AMG Edition 130.

A BMW mostrou hoje o cupê de alto rendimento M2 e o SUV X4 M40i; e a Audi, o novo A4 Allroad assim como um protótipo, a quinta geração de seu veículo movido a hidrogênio, h-tron Quattro.

Até mesmo a Volkswagen aproveitou o Salão de Detroit para realizar a estreia mundial de seu protótipo de SUV extremo, o Tiguan GTE Active.

No entanto, a presença do protótipo não evitou que a companhia voltasse a ser questionada pelo escândalo de manipulação das emissões dos motores a diesel.

O presidente do grupo alemão, Matthias Müller, que esteve presente na apresentação do veículo, se viu forçado a pedir desculpas mais uma vez pelo escândalo diante da insistência dos meios de comunicação que, em alguns casos, questionaram a sinceridade de seus atos.

"Eu peço desculpas. Vocês podem acreditar em mim ou não. Nós sentimos muito. De verdade, podem acreditar", disse Müller diante das perguntas dos jornalistas.

"Temos que resolver o problema. E vamos fazê-lo. Somos responsáveis pelo erro que cometemos. Isso é suficiente", concluiu o presidente do grupo automobilístico alemão.

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