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Primeira reunião entre Argentina e fundos especulativos termina após 5 horas

Nova York, 13 jan (EFE).- Após cinco horas de discussões, os representantes da Argentina e dos fundos especulativos que processaram o país nos Estados Unidos terminaram nesta quarta-feira sua primeira reunião formal para tentar negociar uma solução ao litígio.

O encontro aconteceu nos escritórios de Daniel Pollack, o mediador entre as partes designado pelo juiz Thomas Griesa, que saiu do edifício sem fazer declarações aos jornalistas e antecipando que hoje não daria nenhuma comunicação sobre o processo.

O secretário de Finanças da Argentina, Luis Caputo, liderou a delegação do país em uma reunião que é vista como um primeiro passo para tentar resolver o conflito.

"Não esperem na saída desta reunião que o pleito esteja regulado em absoluto, que haja uma proposta concreta da Argentina", disse hoje em Buenos Aires o ministro de Fazenda e Finanças Públicas argentino, Alfonso Prat-Gay.

O ministro comentou que o governo de Mauricio Macri, que assumiu no último dia 10 de dezembro, quer entender "qual é o estado de situação e qual é a postura" dos credores.

"Esperemos que tenham a responsabilidade de negociar de forma séria", assinalou, ressaltando que até agora a falta de um acordo "foi extremamente cara para a Argentina".

Nesse sentido, lembrou que o total da dívida emoldurada no julgamento era um montante de US$ 2,943 bilhões pertencente à moratória argentina de 2001, mas que, ao aplicar-se as últimas decisões do juiz nova-iorquino Thomas Griesa, passou a ser de US$ 9,882 bilhões.

"Queremos resolver este problema o mais rápido e o mais justo possível", finalizou o ministro, para quem o litígio é "um dos tantos impedimentos" da economia argentina.

Uma decisão de Griesa mantém congelados os pagamentos da Argentina aos credores que aceitaram as reestruturações de dívida, à espera que o país regularize sua situação com os fundos especulativos.

Esta situação levou o país a ingressar em uma "moratória seletiva", que atualmente é o principal impedimento do país para acessar os mercados creditícios internacionais.

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