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Rússia deve criar novo modelo de crescimento, diz primeiro-ministro

Moscou, 13 jan (EFE).- O primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, afirmou nesta quarta-feira que o país deve criar um novo modelo de crescimento que não dependa da receita gerada pelas exportações de petróleo.

"Temos regiões que podem viver sem ser pelas receitas por exportações de hidrocarbonetos. Oportunamente investiram na modernização das capacidades produtivas, e esse é o exemplo que devemos seguir no país", disse o chefe do governo em um fórum econômico que acontece na capital russa.

Medvedev advertiu que a depressão econômica pode durar vários anos, já que "o fim da queda do Produto Interno Bruto não representa automaticamente a passagem ao crescimento".

"A experiência mundial mostra que a depressão econômica pode durar décadas e que sair desse estado anormal é tão difícil como superar a fase aguda da crise", acrescentou.

O primeiro-ministro indicou que 2015 foi para a Rússia "talvez o ano mais duro da último década".

Na sua opinião, o mais grave foi a queda da renda da população.

"Fazia tempo que nosso economia não afrontava desafios tão grandes e de maneira simultânea, como a brusca queda dos preços do petróleo, a pressão das sanções (econômicas pelo envolvimento de Moscou na crise ucraniana) e a mudança de paradigmas que começar a despontar na economia mundial", acrescentou.

Segundo Medvedev, as receitas tradicionais deixaram de funcionar e as instituições reguladoras não cumprem cabalmente sua incumbência.

"Encaram problemas estruturais não só os países emergentes, mas também os desenvolvidos; não só as potências em matérias-primas, mas também as consumidoras de recursos", ressaltou.

Neste sentido, assinalou como exemplo o mercado do petróleo, onde em 2015 a oferta superou a demanda mas, mesmo assim, aumentou a extração.

"Se os preços do petróleo continuarem descendo, será preciso corrigir os parâmetros dos orçamentos do Estado. É preciso nos prepararmos para o pior dos cenários, como fazem em outros países", advertiu.

O orçamento geral do Estado para 2016 foi calculado com base em um preço anual médio de US$ 50 o barril do petróleo, que atualmente está abaixo dos US$ 30.

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