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FMI alerta sobre riscos para a economia, mas não contempla nova crise

(Acrescenta mais detalhes sobre os riscos para a economia)

Londres, 19 jan (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou nesta terça-feira sobre vários riscos para a economia global, como uma maior desaceleração na China e um retorno da aversão ao risco nos mercados, mas afirmou que "não contempla" uma nova crise no futuro imediato.

Em declarações à Agência Efe em Londres, o economista-chefe e diretor do departamento de pesquisa do FMI, Maurice Obstfeld, indicou que o organismo prevê como a situação mais provável para os próximos anos "um crescimento global atenuado".

"Os mercados são voláteis, impossíveis de prever", afirmou.

"Atualmente há tensões relacionadas com os refugiados, com os conflitos no Oriente Médio e com a crise do petróleo, mas nosso cenário mais provável não é de uma situação de crise, mas de crescimento atenuado", ressaltou.

Na atualização de seu relatório "Perspectivas Econômicas Globais", apresentado em Londres, o FMI revisou hoje para baixo as previsões de crescimento global, até 3,4% em 2016 e 3,6% em 2017, devido a um crescimento menor do que o esperado nos países avançados e as dúvidas sobre os emergentes, com a China em plena desaceleração e o Brasil em aguda recessão.

Embora o crescimento se matenha, Obstfeld disse que persistem os riscos para a evolução da economia global, como os "significativos" efeitos de contágio da economia da China vistos ao longo de 2015, produzisse "uma desaceleração mais marcada que o esperando enquanto (esse país) realiza a transição necessária rumo a um crescimento mais equilibrado".

Segundo sua opinião, o efeito de contágio se canalizaria internacionalmente "pela via do comércio, pelos preços das matérias -primas e pela confiança, e pelos efeitos coerentes nos mercados financeiros internacionais e pelas valorizações das moedas".

Outro risco para a evolução econômica seria se houvesse "efeitos adversos nos balanços das empresas e dificuldades de financiamento" como consequência de uma nova apreciação do dólar e condições mundiais de financiamento mais restritivas", apontou.

O FMI considera como perigoso também "uma explosão da aversão mundial ao risco, seja qual for sua causa", com uma crise de confiança que aprofundaria as depreciações e "poderia gerar tensões financeiras nas economias dos mercados emergentes mais vulneráveis".

Finalmente, o Fundo vê como outro possível risco para a economia mundial "uma escalada das tensões geopolíticas" em certas regiões, que poderiam afetar a confiança e transtornar "os fluxos internacionais comerciais, financeiros e turísticos".

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