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Lew elogia esforços da Argentina para conseguir acordo com credores nos EUA

Washington, 7 fev (EFE).- O secretário do Tesouro de EUA, Jack Lew, elogiou neste domingo os "esforços de boa fé" do governo argentino para tentar fechar um acordo com os fundos especulativos que reivindicam ao país sul-americano uma dívida em moratória desde 2001 perante a Justiça de Nova York.

Lew falou por telefone com o ministro argentino de Fazenda e Finanças, Alfonso Prat-Gay, sobre a oferta de pagamento proposta pelo governo do presidente Mauricio Macri a esses fundos especulativos, de acordo com um comunicado divulgado pelo Tesouro dos EUA

Essa proposta, divulgada pelo governo argentino na sexta-feira passada e dirigida aos credores que reivindicam perante a Justiça de Nova York uma dívida por bônus soberanos em moratória desde 2001, implica uma remissão de dívida de 25% sobre o valor estipulado na sentença.

Segundo detalhou um comunicado do Ministério argentino de Fazenda e Finanças, a proposta pode alcançar os US$ 6,5 bilhões em caso de uma aceitação completa.

De acordo com o Tesouro, Lew "tomou nota" da declaração do mediador Daniel Pollack, designado pelo juiz nova-iorquino Thomas Griesa para levar adiante a negociação entre Argentina e os chamados "fundos abutre", acerca que a oferta do governo de Macri é "um avanço histórico".

Além disso, Lew também falou da "forte esperança" de Pollack de que "todos os credores serão capazes de resolver suas diferenças e chegar a um acordo de princípios com a Argentina", segundo o comunicado.

Após uma semana de negociações no escritório de Pollack, Argentina apresentou na sexta-feira uma primeira proposta formal que inclui duas opções de pagamento para seus credores, embora a oferta ainda precise de uma aprovação do Congresso.

Segundo afirmaram desde o Ministério da Fazenda e Finanças, esta proposta já foi aceita por alguns fundos principais, como Montreux Partners e Dart Management.

A aprovação destes fundos se soma ao acordo recentemente alcançado com 50 mil detentores de bônus italianos agrupados em Task Force Argentina.

Até o momento, o juiz Griesa decidiu contra da Argentina e congelou os pagamentos aos credores que aceitaram trocas de dívida em 2005 e 2010.

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