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Cuba planeja abrir mercados atacadistas de alimentos para o setor privado

Havana, 12 abr (EFE).- Cuba planeja abrir "lojas atacadistas de produtos alimentícios" dirigidos ao setor privado, em resposta a uma das maiores demandas dos trabalhadores autônomos da ilha, informaram nesta terça-feira veículos de comunicação oficiais.

O titular do Ministério de Comércio Interior (Mincin), Francis Herrera, confirmou à emissora "Radio Reloj" que o Estado cubano "trabalha arduamente" na abertura destes estabelecimentos, mas não concretizou uma data.

Havana será um dos primeiros territórios que contará com esses mercados, junto aos municípios de Placetas (Villa Clara) e Trinidad (Sancti Spiritus), ambos no centro do país.

Uma vez que as lojas atacadistas comecem a funcionar, os autônomos cubanos poderão encontrar nelas "fundamentalmente arroz, grãos, açúcares, frango, salsichas e óleo", detalhou Herrera.

O vice-presidente do Grupo Atacadista de Produtos Alimentícios e outros Bens de Consumo do Mincin ressaltou que "o abastecimento desses centros deverá ser uma prioridade", sem afetar a comercialização dos produtos de cesta básica familiar, o consumo social e as vendas liberadas.

Durante a última sessão plenária do parlamento cubano, em dezembro do ano passado, o ministro da Economia e Planejamento, Marino Murillo, já havia afirmado que a ilha devia implementar um mercado atacadista para o setor privado.

Quase meio milhão de pessoas na ilha são trabalhadores autônomos ou "cuentapropistas", como são chamados os empreendedores e pequenos empresários cubanos, dedicados em sua maioria à elaboração e venda de alimentos, categoria que inclui cafeterias e restaurantes privados.

Entre as atividades mais populares também se encontram o transporte de carga e passageiros, e o arrendamento de imóveis, um serviço que opcionalmente inclui cafés da manhã em suas ofertas.

A ampliação do trabalho privado é uma das principais reformas efetuadas pelo presidente cubano Raúl Castro para "atualizar" o modelo socialista da ilha e compensar a supressão progressiva de 500.000 empregos estatais prevista entre 2011 e 2015.

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