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Banco Mundial espera leve recuperação dos preços do petróleo neste ano

Washington, 26 abr (EFE).- O Banco Mundial (BM) aumentou suas previsões sobre os preços do petróleo neste ano de US$ 37 para US$ 41 o barril e reduziu as dos produtos agrícolas, segundo seu relatório de Perspectivas do Mercado de Matérias-Primas, divulgado nesta terça-feira.

O BM atribuiu sua previsão a uma antecipada diminuição do excesso de oferta mundial, em meio a uma melhora das percepções do mercado e o enfraquecimento do dólar.

"A maior parte dos preços das matérias-primas se recuperou em fevereiro-março a partir de seus baixos níveis de janeiro, graças à melhora da confiança do mercado e ao enfraquecimento do dólar", diz o relatório, que reconhece, no entanto, que o preço médio dos produtos básicos energéticos no primeiro trimestre caiu 21% em relação aos três meses anteriores, e os não energéticos em 2%.

Sobre o petróleo, o relatório assegura que devido à recente recuperação dos preços (que em janeiro chegaram a US$ 25 por barril) e levando em conta o esperado corte da oferta no segundo semestre, as perspectivas são de que alcance US$ 41, número que ainda é 19% menor que os níveis de 2015.

O BM atribuiu a recuperação registrada até agora a alterações na produção de Iraque e Nigéria e a uma diminuição na produção dos países não pertencentes à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), principalmente o petróleo de xisto dos Estados Unidos.

"Esperamos preços levemente superiores para os produtos energéticos básicos no transcurso do ano, quando os mercados se restabelecerem depois de um período de oferta excessiva", afirmou John Baffes, autor principal do relatório.

No entanto, Baffes alertou que "os preços da energia podem cair ainda mais se a Opep aumentar a produção significativamente, e a produção dos países que não pertencem à Opep não diminuir tão rápido como se prevê".

Em relação ao preço dos metais, o relatório prevê que queda de 8%, um pouco menor que a projeção realizada em janeiro, também devido a uma queda da oferta.

Os preços do petróleo e dos metais estão agora entre 50% e 70% abaixo dos valores do começo de 2011.

Os produtos básicos não energéticos, como os metais e minerais, os produtos agrícolas e os adubos diminuirão 5,1% neste ano, o que representa uma revisão em baixa quanto à queda de 3,7% prevista em janeiro.

Sobre os preços agrícolas, o BM revisou ligeiramente para baixo sua previsão de queda de preços devido às perspectivas de que as colheitas dos principais produtores estarão nos níveis adequados, por isso espera para 2016 uma queda de 4% em comparação com o ano passado.

Outro fator apontado para a queda dos preços dos produtos agrícolas básicos são os menores custos da energia.

Por causa do aumento constante da oferta, se prevê que os principais índices de matérias-primas controlados pelo BM se reduzirão em relação ao ano passado. No caso dos produtos básicos industriais, incluindo energia, metais e agrícolas, a queda ocorrerá devido às fracas perspectivas de crescimento dos mercados emergentes e das economias em desenvolvimento, destaca o relatório.

De maneira global, os preços da energia, incluindo o petróleo, o gás natural e o carvão, diminuirão 19,3% em 2016 em relação ao ano anterior, uma queda menor acentuada do que a de 24,7% prevista em janeiro.

As projeções do BM apontam que os preços dos metais cairão 8,2% neste ano, abaixo dos 10,2% que esperava em janeiro, o que reflete "expectativas de um crescimento mais sólido da demanda por parte da China", diz o relatório.

Quanto a 2017, o Banco Mundial antecipa uma "modesta recuperação dos preços da maioria das matérias-primas à medida em que a demanda ganha força", com o petróleo alcançando US$ 50 o barril "à medida em que os mercados se equilibram".

Os países produtores de matérias-primas, muitos deles emergentes e em desenvolvimento, se viram afetados pela queda dos preços, que afetam suas perspectivas de crescimento, depois que muitos deles aumentaram os investimentos e a produção durante o auge que este mercado teve na década de 2000.

Para esses países, o BM recomenda mais transparência na gestão pública, maior eficiência governamental e melhorias nos marcos macroeconômicos.

O Banco Mundial também aconselha que os países "esperem que os preços comecem a aumentar novamente antes de iniciar novas iniciativas para o aproveitamento de recursos naturais", disse no relatório Ayhan Kose, diretor do Grupo de Análise das Perspectivas de Desenvolvimento do órgão.

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