Renzi reconhece enfraquecimento econômico "para todos" após aviso do FMI

Roma, 12 jul (EFE).- O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, afirmou nesta terça-feira que a redução das previsões de crescimento nos países da União Europeia afeta "todos" depois do "Brexit", após conhecer as estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) para seu país.

"Todos reduziram as estimativas de crescimento após o "Brexit" (a saída do Reino Unido da União Europeia). Em breve, haverá um arrefecimento da economia para a Europa, mas em médio prazo os danos serão mais sentidos pelos ingleses", disse Renzi.

As declarações do primeiro-ministro a uma rádio italiana foram feitas depois que o FMI anunciou ontem à noite uma revisão da queda das previsões para a Itália: em 2016 o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá menos que 1% e no ano que vem, aproximadamente, 1%. Isso significa o corte de um décimo no que afeta este ano e abaixo de 1,3% previsto inicialmente para 2017.

Segundo o FMI, "os desafios estruturais continuam sendo significativos. A produtividade e o crescimento dos investimentos são baixos", resumiu a instituição.

O FMI prevê a recuperação dos níveis de crescimento anteriores à crise (2007) só "em meados de 2020" e adverte sobre os riscos que a economia italiana enfrenta, "incluindo a volatilidade dos mercados financeiros, a chegada de refugiados e as consequências do enfraquecimento do comércio internacional".

A instituição reconhece os "complexos desafios" enfrentados pelo país e que as autoridades italianas "iniciaram uma série de reformas muito grandes", mas acrescenta que é "imperativo que esses esforços sejam completamente aplicados e aprofundados".

Nos comentários que Renzi fez à rádio "RTL 102.5" acrescentou que o governo em Roma aproveitará as circunstâncias que se abrem com a futura saída do Reino Unido da União Europeia e que já está trabalhando para receber instituições baseadas naquele país.

O chefe do governo italiano fez apenas uma breve referência sobre a situação dos bancos em seu país, em uma profunda crise cuja solução o Executivo de Roma atualmente negocia com as autoridades da União Europeia e repetiu uma mensagem dirigida aos depositantes nos bancos italianos que já tinha feito ontem: "quem tem depósitos no MPS (Bancos Monte Paschi di Siena) pode dormir tranquilo, é uma questão que tem relação com uma gestão muito discutível do passado".

Ontem, Renzi declarou estar "mais preocupado" com a exposição dos derivados em bancos de outros países europeus do que com "os créditos morosos dos bancos italianos".

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