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Itália diz que vai ajudar Alitalia apenas para evitar fim das atividades

Roma, 27 abr (EFE).- O ministro de Economia e Finanças da Itália, Pier Carlo Padoan, disse nesta quinta-feira que o Estado italiano vai facilitar fundos públicos à companhia aérea italiana Alitalia "exclusivamente" para evitar a interrupção das atividades.

Ele reiterou que os cofres públicos não participarão "direta ou indiretamente" de uma recapitalização da companhia aérea.

"A eventual intervenção financeira do Estado teria exclusivamente como finalidade evitar a interrupção da atividade e será analisada nas próximas horas", sustentou Padoan.

Esta intervenção pública, prosseguiu, "deverá ser aplicada em respeito as disposições nacionais" e também para cumprir com a normativa europeia "sobre ajudas estatais".

Na última segunda-feira, os trabalhadores rejeitaram o pré-acordo alcançado entre a companhia aérea e os sindicatos para iniciar um plano industrial que sanasse o balanço de uma empresa que não tem lucros desde 2002.

Após a recusa dos empregados, a Alitalia iniciou o procedimento previsto pela lei, que poderia derivar nos próximos dias na solicitação de ajuda ao Executivo italiano para que nomeie um ou vários comissários que trabalhem em um novo plano de negócio para evitar sua quebra.

"No momento em que a empresa acertar iniciar uma administração extraordinária, se procederá com a maior prontidão possível à nomeação do órgão comissário extraordinário para que se responsabilize da gestão da empresa", afirmou Padoan.

Ele destacou que a companhia aérea é "uma empresa privada" e "o sucesso de sua atividade depende exclusivamente das decisões dos sócios acionistas e de seus gerentes", reafirmando a fala do governo italiano de que nos últimos dias negou mais ajuda pública para salvar a companhia.

Recentemente, o ministro de Desenvolvimento Econômico, Carlo Calenda, considerou que a única opção para a companhia aérea - cujo sócio majoritário é a companhia dos Emirados Árabes Etihad Airways - é a de "um crédito-ponte" que permita sua sobrevivência nos próximos seis meses.

Em declarações ao programa "Otto e mezzo", repercutidas pelos meios de comunicação locais, Calenda afirmou que a União Europeia já deu a autorização a um crédito-ponte na condição de que seja acompanhado de "um trabalho de venda".

Segundo ele, nos seis meses seguintes, a Alitalia completaria "um processo de transferência de ativos de forma ordenada e sem prejudicar os viajantes".

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