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Maior central sindical da Argentina se mobiliza e ameaça com nova greve geral

Buenos Aires, 22 ago (EFE).- A Confederação Geral do Trabalho (CGT), a maior central sindical da Argentina, organizou nesta terça-feira uma grande mobilização em Buenos Aires para protestar contra as políticas do governo de Mauricio Macri e ameaçou convocar uma nova greve geral de abrangência nacional.

Milhares de integrantes dos sindicatos da CGT, aos quais se juntaram membros de agremiações de outras centrais operárias e de organizações sociais e políticas, marcharam até a Praça de Maio, e montaram o ato em frente à sede do Executivo argentino.

"Esta CGT resolveu convocar para 25 de setembro seu Comitê Central para reiniciar um plano de luta que contemple uma greve geral, plenários regionais, reuniões com legisladores e todas as medidas necessárias para defender o interesse dos trabalhadores", anunciou Juan Carlos Schmid, um dos três secretários-gerais da central.

Se for convocada, a paralisação seria a segunda greve geral comandada pela CGT contra o governo de Macri, após a organizada em abril, e poderia acontecer faltando poucas semanas para as eleições legislativas, marcadas para 22 de outubro.

No ato, Schmid, o único orador presente e que faz parte da ala mais radical da CGT, anunciou a lista de demandas da central, que é contrária às reformas trabalhista e previdenciária, lembrou que há 14 milhões de pobres na Argentina e que um em cada três cidadãos "não chegam ao fim do mês".

O dirigente rejeitou as acusações contra as agremiações de que "atentam contra as empresas, de que são um freio para os investimentos e representam o atraso no país", e advertiu que "sempre vão ocorrer conflitos nas ruas" se não forem garantidos direitos fundamentais, como trabalho, moradia e saúde.

No meio do protesto sindical, Macri se reuniu na tarde desta terça-feira na sede do Executivo com jovens do programa governamental "Primeiro Trabalho".

Já o ministro de Trabalho, Jorge Triaca, argumentou que a mobilização de hoje da CGT é "desnecessária", "inoportuna" e tem "teor político", e enfatizou que a taxa de desemprego se manteve estável nos últimos meses.

Em declarações à rádio local "Mitre", o ministro disse que não está muito claro o "motivo" da mobilização, que acontece, segundo ele, "no meio de um processo eleitoral".

De acordo aos dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística e Censos, a taxa de desemprego no primeiro trimestre do ano na Argentina foi de 9,2%.

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