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Congresso dos EUA aprova orçamento que evita paralisação do governo

Washington, 7 dez (EFE).- O Congresso dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira um orçamento para duas semanas que evita, por enquanto, a chamada paralisação do governo, que era temida diante da falta de acordo entre parlamentares dos partidos Republicano e Democrata.

A aprovação aconteceu depois que o presidente do país, Donald Trump, se reuniu com os líderes das duas legendas no Congresso para negociar um acordo que permita financiar as agências federais antes do fim desta sexta-feira.

O Senado aprovou por 81 votos a favor e 14 contra a legislação, que permite o financiamento do governo até 22 de dezembro e que já tinha recebido sinal verde da Câmara dos Representantes (235 votos a favor, todos republicanos, e 193 contra, dos democratas).

A lei é uma solução temporária que irá agora para sanção de Trump. O Congresso, que tinha até esta sexta-feira para aprová-la, dispõe agora de duas semanas para que republicanos e democratas se aproximem e possam negociar uma legislação orçamentária permanente.

O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, afirmou que a medida temporária "dará o tempo necessário para completar as discussões sobre uma solução de longo prazo".

Trump se reuniu hoje com os líderes do Congresso, tanto democratas como republicanos, para negociar um acordo. Após o cancelamento de uma reunião similar há poucos dias, os líderes democratas da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, e do Senado, Chuck Schumer, aceitaram se encontrar com o presidente no Salão Oval para debater o tema.

"Esperamos poder chegar a um acordo. Financiar o governo é extremamente importante, ajudar nossos soldados é muito importante, e ajudar os cidadãos de classe média é muito importante", disse Pelosi no começo da reunião, da qual também participaram os líderes republicanos Paul Ryan e Mitch McConnell.

No entanto, após a reunião, Schumer e Pelosi disseram em comunicado conjunto que, apesar de ter ocorrido uma "conversa produtiva", não foi definido "nada específico".

O principal empecilho foi a exogência democrata de aprovar os orçamentos com uma lei, conhecida como Dream Act, que regularize a situação dos jovens sem documentos que chegaram ainda crianças ao país e que evitaram a deportação pelo programa de alívio migratório DACA, promovido pelo ex-presidente Barack Obama.

Depois que Trump decidiu pôr fim a este decreto executivo, em setembro, deu prazo até março ao Congresso para buscar uma solução legislativa, mas ainda não foram obtidos avanços em um Capitólio controlado pelos republicanos.

Desta forma, os democratas exigem que esta premissa seja cumprida se os conservadores quiserem contar com seu apoio para permitir o financiamento do governo. O respaldo é imprescindível devido à pequena vantagem republicana no Senado, onde têm 52 dos 60 votos necessários para fazer o tema avançar.

Em um comunicado posterior à reunião, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, disse que os líderes republicanos deixaram claro que as negociações sobre imigração devem ser guiadas "por um caminho separado".

Na quarta-feira, Trump reconheceu que a paralisação do governo poderia acontecer no sábado, e culpou os democratas pela insistência em incluir a questão migratória no pacto.

A última vez que houve uma paralisação governamental foi em 2013, quando, forçado pelo senador ultraconservador Ted Cruz, o Congresso não aprovou o orçamento para o ano fiscal seguinte por causa das exigências republicanas de derrubar a reforma da saúde promovida por Obama.

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