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Latam admite que opera voos com menos tripulantes por greve no Chile

10/04/2018 15h09

Santiago do Chile, 10 abr (EFE).- Latam, o maior grupo aeronáutico da América Latina, admitiu que alguns voos estão operando com menos pessoal de cabine do que de costume devido à greve iniciada nesta terça-feira pelos tripulantes de sua filial chilena, embora ressaltou que a segurança está garantida.

"Alguns voos estão operando com três tripulantes conforme as normas", afirmou a veículos de imprensa locais a vice-presidente de Clientes da Latam, Claudia Sender.

Os trabalhadores filiados ao Sindicato de Tripulantes de Cabine da Lan Express começaram nesta terça-feira uma greve que forçou o cancelamento ou reprogramação de 620 voos, principalmente rotas ao interior do Chile e alguns voos da América do Sul.

Os dirigentes do sindicato anunciaram que processarão a Latam perante a Direção Geral de Aeronáutica Civil (DGAC) por voar com menos tripulantes, embora a companhia aérea considere que não infringiu nenhuma norma.

"Para a Latam, a segurança é um valor intransferível. Sob qualquer circunstância a segurança está garantida nos mais de 1,4 mil voos que a Latam opera todos os dias", apontou Sender.

A executiva reiterou que a companhia conseguiu oferecer uma solução para 85% dos passageiros afetados pela greve.

A principal demanda dos grevistas, que representam cerca de 90% dos tripulantes da Lan Express, é a redução dos turnos de trabalho, que atualmente consistem em 10 dias de trabalho e quatro de descanso.

A empresa ofereceu reduzir os turnos para sete dias de trabalho seguidos de quatro de descanso, embora não chegou a um acordo com o sindicato, que exige trabalhar seis dias e descansar quatro jornadas.

O sindicato, que avisou que a paralisação seguirá até que receba uma resposta positiva da companhia, seguirá com as negociações com a Latam na próxima quinta-feira.

O ministro do Trabalho, Nicolás Monckeberg, expressou seu desejo de que ambas as partes cheguem a um acordo o mais em breve possível.

"A greve é um direito dos trabalhadores que deve ser respeitado, mas ao mesmo tempo, e com a mesma força, faço um chamado à empresa e aos trabalhadores a retomar o diálogo ", sustentou.

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