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T-Mobile e Sprint anunciam fusão em nova empresa avaliada em US$ 146 bilhões

Nova York, 29 abr (EFE).- Duas das maiores operadoras de telefonia celular nos Estados Unidos, T-Mobile e Sprint, anunciaram neste domingo um acordo de fusão do qual resultará uma empresa avaliada em US$ 146 bilhões.

A nova companhia será a "única com capacidade de criar uma ampla e profunda rede 5G em nível nacional", disse o CEO da T-Mobile, John Legere, em um vídeo junto ao do Sprint, Marcelo Claure, publicado em sua conta pessoal do Twitter.

Em comunicado conjunto, as operadoras assinalaram que será preservado o nome de T-Mobile, haverá uma sede dupla e será uma "força de mudança positiva nas indústrias de rede sem fio, de vídeo e de banda larga nos EUA".

Segundo os detalhes sobre a operação, que está sujeita a regulação pelas autoridades do país, mas deve ser fechada antes da primeira metade de 2019, "uma vez que sejam notados seus grandes benefícios", cada ação da T-Mobile valerá o equivalente a 9,75 papéis da Sprint.

A soma da T-Mobile, filial do grupo alemão Deutsche Telekom, e da Sprint, controlada pelo grupo japonês SoftBank, dá lugar a um número estimado de 100 milhões de clientes, o que a colocaria em segundo lugar no mercado, atrás do grupo Verizon, se o processo for adiante.

"Esta combinação criará um feroz competidor com uma escala para dar mais aos consumidores e as empresas em forma de preços mais baixos, maior inovação e uma insuperável experiência de rede", explicou Legere, para quem as duas empresas têm um DNA similar.

Da mesma forma que ambas apostaram em planos móveis ilimitados, pretendem chegar a outra situação de "ruptura competitiva" ao construir a "melhor rede de 5G do mundo", algo que nenhuma das duas "poderia criar sozinhas", como também não poderiam a Verizon nem a AT&T no "curto prazo".

Só a nova T-Mobile, insistiram as operadoras, terá a capacidade suficiente para estabelecer os fundamentos da rede 5G em seus primeiros anos, graças ao espectro expansivo de 2.5 GHz da Sprint, o nacional de 600 MHz da T-Mobile e outros ativos comuns.

AT&T e Verizon "têm ou que tirar seus atuais clientes do LTE, o que levaria anos, ou usar um tipo de espectro que possa levar o sinal a 2.000 pés (600 metros) de um lugar de célula, e isso torna quase impossível" a construção de uma rede 5G "rapidamente" nos EUA, explicaram as companhias.

A nova T-Mobile será controlada pela Deutsche Telekom, proprietária de 42% do conjunto de acionistas, frente aos 27% da SoftBank e 31% do público, e Legere será mantido como CEO, enquanto Claure é um dos quatro candidatos indicados pela firma japonesa para o conselho de administração, que contará com 14 pessoas.

De acordo com os preços de mercado após o fechamento de Wall Street na última sexta-feira, a Sprint estava avaliada em US$ 26 bilhões, enquanto a T-Mobile em torno de US$ 55 bilhões.

Após o anúncio deste domingo, os títulos da Sprint disparavam mais de 8% nas operações e os da T-Mobile subiam 0,66%.

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