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Temer anuncia novas concessões a caminhoneiros para pôr fim à greve

27/05/2018 23h13

Rio de Janeiro, 27 mai (EFE).- O presidente Michel Temer cedeu à pressão dos caminhoneiros e anunciou neste domingo novas concessões aos transportadores para pôr fim à greve que há sete dias paralisa o país, causando desabastecimento de combustíveis, alimentos e insumos para a saúde e a indústria.

O Governo de Temer decidiu reduzir o preço do litro de diesel em R$ 0,46 e congelá-lo por 60 dias, diante da negativa dos caminhoneiros de aceitar o congelamento dos preços do diesel por 30 dias que tinha sido estipulada na quinta-feira passada.

No primeiro acordo a redução do preço tinha sido de apenas R$ 0,23.

O preço do diesel já menor terá uma validade de 60 dias sem modificação e depois serão realizados ajustes mensais para que cada caminhoneiro possa planejar melhor os custos dos fretes.

Para conseguir o novo preço do diesel, o Governo eliminará um dos impostos que incidem sobre o combustível, fazendo com que a redução final seja de quase 20%.

Os caminhoneiros também serão eximidos de pagar pedágio para caminhões que viajem com eixos suspensos, e o Governo, além disso, estabelecerá um valor mínimo para o frete.

As novas determinações foram anunciadas na noite deste domingo pelo próprio Temer que fez um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão depois de um dia inteiro de negociações no Palácio do Planalto.

De acordo com Temer, as determinações serão confirmadas através de medidas provisórias que serão publicadas no Diário Oficial da União, fato depois do qual o Governo espera que os caminhoneiros suspendam a greve.

A equipe econômica que se reuniu com Temer analisou o impacto das novas concessões para os caminhoneiros e foram avaliadas as restrições orçamentárias e os obstáculos legais.