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Maduro aumenta salário mínimo integral em 103% na Venezuela

Caracas, 20 jun (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, aumentou nesta quarta-feira em 103% o valor do salário mínimo integral do país, para 5.196.000 bolívares, equivalentes a US$ 65, segundo a única taxa oficial de câmbio na qual um dólar custa 80.000 bolívares.

"Aumento do salário mínimo a 3 milhões de bolívares para todos os trabalhadores e trabalhadoras da Venezuela. Salário mínimo básico", disse o presidente durante um ato político em Caracas que foi transmitido pela emissora de televisão estatal "VTV".

Maduro anunciou também que o pagamento mensal em conceito de bônus de alimentação, obrigatório no país, será agora de 2.196.000 bolívares, com o que a receita mínima legal dos trabalhadores passará de 2.555.500 a 5.196.000 bolívares.

"Deve proceder-se de maneira imediata o ajuste de todas as tabelas de trabalhadores da administração pública", continuou Maduro, detalhando que no caso de médicos, professores, militares e polícias o ajuste será de 200% "de maneira imediata".

No caso dos aposentados a receita mensal subirá até 4.200.000 bolívares (US$ 52), enquanto todas as bonificações que o governo começou a repassar a grávidas e incapacitados também terão um aumento que não foi detalhado pelo chefe do Estado.

"Vocês dão duro na guerra (e) nós damos duro também até que estabilizemos, e vamos conseguir", disse Maduro em alusão à "guerra econômica", uma teoria do chavismo que culpa opositores, empresários e governos estrangeiros pela severa crise econômica nacional.

O parlamento venezuelano, controlado pela oposição, localizou a inflação de maio em 110% e assegurou que os preços sobem 2,4% a cada dia no país em meio à espiral hiperinflacionária suscitada no segundo semestre do ano passado.

Este é o quarto aumento salarial aprovado pelo Executivo neste ano, depois dos reajustes formalizados em janeiro, março e maio.

Maduro terminou 2017 com sete aumentos ao salário mínimo, o último deles anunciado em 31 de dezembro, com o que este investimento que é recebido por pelo menos metade dos trabalhadores do país alcançou cerca de 250% de aumento em relação ao final de 2016.

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