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Rede americana Sears fecha acordo com credores para evitar fechamento

27.dez.11 - Loja da Sears, em Connecticut (EUA) - Spencer Platt/AFP
27.dez.11 - Loja da Sears, em Connecticut (EUA) Imagem: Spencer Platt/AFP

16/01/2019 16h16

Nova York, 16 jan (EFE).- O presidente da rede americana de lojas de departamento Sears, Edward Lampert, fechou um acordo de US$ 5 bilhões (cerca de 18,6 bilhões) com os credores para recomprar a empresa e evitar o fechamento de 400 lojas.

Depois de dias de negociações no leilão de ativos, venceu uma proposta melhorada de Lampert, dono do fundo de alto risco ESL Investments, que pretende manter a empresa, que tem 126 anos e 50 mil funcionários, de acordo com o "The Wall Street Journal".

A Sears declarou falência diante de um tribunal de Nova York em 15 de outubro, após sete anos de perdas, que chegaram a US$ 11 bilhões. O plano de resgate ainda tem de ser aprovado pelo juiz numa audiência marcada para 1º de fevereiro.

Desde o mês passado, Lampert fez várias ofertas que foram recusadas pela firma responsável pelo fechamento da rede por serem abaixo do valor, mas o juiz teria defendido a assinatura de um acordo para manter a empresa aberta.

Nesta última oferta do presidente há uma cláusula de US$ 1,3 bilhão de "oferta de crédito", conforme a qual parte do acordo será financiado por um perdão de dívidas ao seu fundo ESL.

O pacto foi firmado na madrugada desta quarta-feira (16), depois de a ESL aceitar pagar US$ 150 milhões a mais para assumir a Sears, além de assumir mais responsabilidades financeiras.

Alguns credores, porém, não confiam na oferta de Lampert, lembraram decisões controversas que ele tomou como executivo-chefe da companhia e poderiam recorrer da oferta, atrasando a decisão final do juiz, de acordo com o canal "CNBC".

Quando declarou falência, a Sears operava, aproximadamente, 700 lojas nos Estados Unidos. O acordo representa o fechamento de 300 unidades para cumprir o objetivo da oferta.