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Trump assegura que negociação com China caminha "extremamente bem"

15/02/2019 15h53

Washington, 15 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que as conversas com a China caminham "extremamente bem", embora tenha ressaltado que o importante é alcançar um acordo comercial, ao comentar as negociações desta semana entre uma delegação americana e uma chinesa em Pequim.

"Vão extremamente bem (...) Estamos muito mais perto do que nunca estivemos neste país para conseguir um verdadeiro acordo comercial" com a China, indicou Trump em um pronunciamento na Casa Branca.

A delegação americana, liderada pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e pelo representante de Comércio Exterior, Robert Lighthizer, viajou a Pequim para uma nova rodada de conversas, após a qual foram recebidos pelo presidente da China, Xi Jinping.

Ambas equipes voltarão a reunir-se na próxima semana em Washington.

Os negociadores trabalham contra o relógio, uma vez que Trump fixou o início de março como data limite para um acordo, e advertiu que, se não for fechado, elevaria as tarifas impostas a produtos chineses avaliados em US$ 200 bilhões de 10% a 25%.

"Adoro as tarifas, mas também gosto que eles negociem. Se alcançarmos um acordo, não terão que pagar", afirmou.

O presidente americano ressaltou ainda que seria uma "honra" retirar estas tarifas se finalmente se alcançar um pacto com Pequim.

A reunião desta semana em Pequim foi a terceira frente a frente entre representantes de ambos países desde que Xi e Trump estabeleceram no último dia 1º de dezembro uma trégua de 90 dias, o que significa que o prazo para fechar um pacto comercial definitivo expira no próximo dia 1º de março.

Em dezembro, Trump aceitou suspender de forma provisória o aumento das tarifas americanas sobre estes produtos chineses, mas advertiu que seguiria adiante com o seu plano se não se fechar o acordo no prazo estipulado.

No entanto, nesta terça-feira, o presidente americano abriu a porta à possibilidade de atrasar esta medida se os progressos registrados forem substanciais.

"Se chegarmos a um ponto no qual estamos perto de um acordo real e podemos alcançá-lo, acho possível que deixemos passar (a data limite) um pouco mais. Mas, no geral, prefiro que não", disse Trump em declarações aos jornalistas durante uma reunião com seu gabinete na Casa Branca.

Por sua parte, a China adotou várias medidas de boa vontade para fechar um acordo, como a redução de tarifas aos veículos importados dos EUA, a retomada da compra de soja desse país e a apresentação de um projeto de lei para proibir a transferência forçada de tecnologia.

A última rodada de negociações realizada no início de fevereiro em Washington produziu "avanços importantes", embora os capítulos mais peliagudos entre as duas maiores economias, como a transferência forçada de tecnologia e a propriedade intelectual, sigam pendentes de resolução. EFE