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EUA têm maior taxa de mortalidade por overdose entre 18 países ricos

21/02/2019 15h44

Miami, 21 fev (EFE).- A mortalidade causada pela "epidemia" de overdose de drogas nos Estados Unidos é 3,5 vezes mais alta em comparação com outros 17 países com "alta renda", concluiu um relatório da Universidade do Sul da Califórnia (USC) divulgado nesta quinta-feira.

O estudo evidenciou que as mortes por overdose diminuem em 12% a expectativa de vida para os homens e em 8% para as mulheres no país.

"Os EUA estão sofrendo uma epidemia de overdose de drogas de magnitude sem precedentes, não somente ao analisarmos sua própria história, mas também ao compararmos com a experiência de outros países de alta renda", afirmou hoje Jessica Ho, autora do estudo.

A pesquisa, publicada hoje na revista científica "Population and Development Review", é a primeira que demonstra que a epidemia de overdose de drogas "está contribuindo para aumentar a diferença entre a expectativa de vida nos EUA e outros 17 países com alta renda".

No início do século XXI, a Finlândia e a Suécia tinham as mais altas taxas de mortalidade por overdose de drogas, enquanto atualmente os índices de mortalidade por esta causa nos EUA é duas vezes maior do que nestes dois países.

"A mortalidade por overdose de drogas nos EUA é agora mais de 27 vezes maior do que na Itália e no Japão, países com os índices de mortes por overdose mais baixos", detalha o estudo.

Os especialistas analisaram números da Base de Dados de Mortalidade Humana criada pela Universidade da Califórnia Berkeley, e da Base de Dados de Mortalidade da Organização Mundial da Saúde (OMS), entre outras fontes.

"Em média, os americanos vivem 2,6 anos a menos do que as pessoas em outros países de alta renda", explicou Jessica, professora da Escola de Gerontologia Leonard Davis da USC.

Segundo a pesquisadora, isto coloca aos EUA "mais de uma década atrás da expectativa de vida atingida por estes países de alta renda".

Mais de 70 mil pessoas morreram de overdose nos EUA em 2017, segundo a análise de dados oficiais, que detalharam em janeiro deste ano que os americanos são mais propensos hoje em dia a morrer por uma overdose acidental de opioides do que em um acidente automobilístico. EFE