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Powell diz que há sinais conflituosos sobre crescimento da economia dos EUA

26/02/2019 13h30

Washington, 26 fev (EFE).- O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, alertou nesta terça-feira que os sinais para o crescimento econômico dos Estados Unidos são conflituosos no futuro, mas ressaltou que as condições atuais são "saudáveis".

"Apesar de considerarmos que as condições econômicas atuais são saudáveis e que as perspectivas são favoráveis, nos últimos meses vimos alguns sinais conflituosos", afirmou Powell em audiência realizada no Comitê Bancário do Senado.

O diretor do Fed explicou que o mercado financeiro ficou mais volátil no fim de 2018 e que as condições financeiras agora estão "menos favoráveis" para o crescimento do que estavam antes.

Powell também apontou a desaceleração do crescimento em algumas das principais economias do mundo, especialmente a China e a Europa, como alguns desses sinais conflituosos. A incerteza global, elevada por "problemas políticos não resolvidos", é outro fator. Afligem o mercado a questão do Brexit e as negociações comerciais dos EUA.

Além disso, o presidente do Fed indicou que os EUA enfrentam "grandes desafios" no longo prazo, como o crescimento da produtividade no país. No entanto, ressaltou que a economia americana cresceu em um ritmo forte em 2018 e que os níveis de desemprego e inflação estão perto das metas do banco central.

Powell destacou que o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA subiu pouco menos de 3% no ano passado. Em 2017, a alta foi de 2,5%.

"O crescimento do ano passado foi puxado por fortes lucros na despesas dos consumidores e alta nos investimentos empresariais. Ele foi apoiado pelos avanços no emprego, nos salários e por medidas de política fiscal", explicou Powell.

O presidente do Fed fez as declarações depois de o órgão ter optado por interromper a alta nas taxas de juros no país em resposta à crescente incerteza sobre as perspectivas econômicas.

Na reunião, o Fed afirmou que as futuras altas nos juros só ocorrerão se houver avanços notáveis nas pressões inflacionárias.

A próxima reunião de política monetária do Fed está marcada para os próximos dias 19 e 20 de março. EFE