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Polícia norueguesa investiga ciberataque contra multinacional Norsk Hydro

20/03/2019 13h04

Copenhague, 20 mar (EFE).- O Serviço Nacional de Investigação Criminal da Polícia da Noruega (Kripos, na sigla em norueguês) anunciou nesta quarta-feira a abertura de uma investigação pelo ciberataque sofrido ontem pela multinacional Norsk Hydro - uma das maiores produtoras de alumínio do mundo e que conta com investimentos no Brasil -, que afetou suas operações.

O Kripos informou em comunicado que manteve na noite de terça-feira uma reunião com a cúpula da empresa na qual foi informado sobre a situação e a dimensão dos danos proporcionados pelo ataque cibernético.

A companhia norueguesa descobriu na madrugada de segunda para terça-feira um "amplo ataque cibernético" contra seus sistemas, o que a obrigou a isolar plantas e operações e a mudar procedimentos automatizados para manuais.

A Norsk Hydro informou que detectou a causa do problema e que está trabalhando para restaurar seus sistemas de computadores de forma segura, mas ainda não sabe quanto tempo levará para concluir esta tarefa.

"Fizemos progresso ao longo da noite. Ainda é cedo para falar das consequências econômicas do ataque, mas seguimos trabalhando 24 horas. Hoje restauraremos alguns de nossos sistemas", disse em entrevista coletiva o diretor financeiro da companhia, Eivind Kallevik.

A multinacional norueguesa foi atacada por um vírus chamado 'ransomware', que restringe o acesso a dados e exige um pagamento de resgate para recuperar a informação sequestrada. A companhia, no entanto, negou ter pagado qualquer valor aos "sequestradores".

As autoridades norueguesas confirmaram que, no momento do ataque, a Norsk Hydro não estava conectada, como é usual, ao sistema de alarme da Agência de Segurança Nacional, mas a companhia informou que estava coberta por outro sistema de vigilância.

Ainda não se sabe quem é o autor do ciberataque, nem de qual país foi executada a ação de sabotagem cibernética.

A chefe do Serviço de Inteligência da Polícia da Noruega (PST, na sigla em norueguês), Benedicte Bjoernland, declarou à agência norueguesa "NTB" que, por enquanto, não há nada que indique que outro país possa estar por trás do ataque, por isso as investigações estão sendo conduzidas pelo Kipros.

A Norsk Hydro possui a maior refinaria do mundo de alumina - o ingrediente-base para a fabricação de alumínio -, a Alunorte, situada em Barcarena, no estado do Pará. EFE