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Barril do Texas fecha em baixa de 1,2%

21/08/2019 17h17

Nova York, 21 ago (EFE).- O barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI) fechou em baixa de 1,2% nesta quarta-feira, cotado a US$ 55,68, queda atribuída pelos analistas a uma acumulação maior que a esperada nos estoques de combustível nos Estados Unidos, além da preocupação com o Irã e a economia global.

Ao final das operações da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em setembro caíram US$ 0,45 em relação ao fechamento de ontem.

Após os investidores olharem com certo otimismo para os avanços na diminuição da tensão entre EUA e China, imersos em uma guerra comercial, hoje as preocupações se concentravam na acumulação do estoque de gasolina, cujo consumo parece ter tocado o teto neste verão europeu.

Os preços caíram depois que os dados da Administração de Informação Energética mostraram uma acumulação maior que a esperada nos estoques de combustível da semana passada nos EUA.

As reservas de gasolina aumentaram 312 mil barris, enquanto os de destilados cresceram 2,6 milhões de barris. As reservas de petróleo perderam 2,7 milhões de barris, uma redução maior que os 1,9 milhões de barris que os analistas tinham previsto.

Paralelamente, o presidente do Irã, Hassan Rohani, alertou nesta quarta-feira que "as águas internacionais não terão a mesma segurança que antes" se os EUA impedirem totalmente a exportação de petróleo iraniano, em meio a um aumento da tensão no golfo Pérsico.

Essa fala coincidiu com um comentário do ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, de que o Irã poderia agir de maneira "imprevisível" em resposta às políticas do presidente Donald Trump.

Perto da costa do Irã, na região do golfo Pérsico e do estreito de Ormuz, foram registrados desde maio vários ataques a petroleiros e navios-cisterna, dos quais os EUA responsabilizaram o governo de Teerã.

A incerteza sobre o panorama econômico global em meio à guerra comercial entre Estados Unidos e China também limitou o lucro nos mercados do petróleo. EFE