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Rússia e Cazaquistão decidem reforçar cooperação em áreas de fronteira

07/11/2019 16h45

Moscou, 7 nov (EFE).- A Rússia e o Cazaquistão destacaram nesta quinta-feira o potencial da cooperação comercial entre suas respectivas regiões de fronteira e se comprometeram a reforçar ainda mais os contatos bilaterais durante o 16º Fórum de Cooperação Inter-Regional, inaugurado na cidade de Omsk pelos presidentes dos dois países, Vladimir Putin e Kasim-Yomart Tokayev, respectivamente.

"No ano passado, as trocas comerciais aumentaram em mais de 14%, e os investimentos em grandes projetos continuam a crescer", disse o líder russo.

Putin também destacou a importância da cooperação entre as regiões de fronteira dos dois países, que têm 7.500 quilômetros de extensão.

Por sua vez, Tokayev salientou que o comércio entre as regiões de fronteira de Rússia e Cazaquistão ultrapassou 10% do volume total das negociações mútuas, o que ele descreveu como "muito significativo".

"Esse número está aumentando, conseguimos grandes sucessos na cooperação nos setores industrial e agrícola", disse.

Tokayev, que participa pela primeira vez do fórum inter-regional russo-cazaque como presidente do Cazaquistão, também destacou o desenvolvimento de contatos bilaterais no campo da energia.

Além disso, ele afirmou que Rússia e Cazaquistão, como dois grandes exportadores de grãos, deveriam coordenar ainda mais suas atividades com o objetivo de entrarem conjuntamente nos mercados de outros países, em vez de competirem entre si.

O ministro do Desenvolvimento Econômico da Rússia, Maxim Oreshkin, lembrou que a cooperação inter-regional entre os dois países afeta a vida de 25 milhões de pessoas que vivem em 12 divisões territoriais na Rússia e sete no Cazaquistão.

O fórum russo-cazaque para o reforço da cooperação entre suas regiões é realizado anualmente desde 2003. A próxima edição, conforme anunciado nesta quinta-feira, acontecerá em 2020 no Cazaquistão.

Segundo Putin, o fórum do próximo ano será dedicado à ecologia, já que as regiões dos dois países devem "cooperar mais ativamente no campo do meio ambiente e da preservação do ecossistema aquático" na fronteira comum. EFE