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Hong Kong proíbe entrada de não residentes após alta de casos 'importados'

A líder do governo afirmou que as escalas aéreas em Hong Kong também serão suspensas - Getty Images
A líder do governo afirmou que as escalas aéreas em Hong Kong também serão suspensas Imagem: Getty Images

Da EFE, em Hong Kong

23/03/2020 15h20

O governo de Hong Kong anunciou nesta segunda-feira a proibição de entrada no território para todas as pessoas não residentes, em medida válida pelos próximos 14 dias, tomada devido a um aumento nos chamados casos "importados" de infecção pelo novo coronavírus.

Em uma entrevista coletiva, a chefe do executivo local, Carrie Lam explicou que essa e outras medidas serão aplicadas a partir desta quarta-feira.

A líder do governo afirmou que as escalas aéreas em Hong Kong também serão suspensas. Estrangeiros não poderão, além disso, desembarcar no aeroporto local para tomar uma conexão para outros destino.

Os não residentes da antiga colônia britânica com passaporte de Macau, Taiwan ou da China continental, que estiveram em outros países nos últimos 14 dias, também não poderão entrar em Hong Kong.

Lam ainda determinou que algumas restrições ficarão mais rígidas. Qualquer pessoa que atenda aos requisitos para entrar no território, a partir de quarta-feira, deverá passar por um período de quarentena de 14 dias para observar se apresenta sintomas de contágio.

A chefe de governo anunciou ainda que serão tomadas medidas para proibir a venda de bebidas alcóolicas nas 8,6 mil lojas de Hong Kong licenciadas, mas não informou uma data efetiva para isso.

De acordo com a emissora "RTHK", a maioria dos contágios detectados em Hong Kong são de habitantes. Apesar disso, os deputados de todas as correntes políticas concordam com a proibição da entrada de não residentes para reduzir a pressão nos hospitais.

O governo local informou que, desde o início da epidemia até às 16h deste domingo (5h de domingo em Brasília), 318 pessoas foram diagnosticadas com coronavírus na cidade semi-autônoma, e quatro morreram.