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Bolsonaro se reúne com presidente do Paraguai e celebra "casamento perfeito"

01/12/2020 15h21

Brasília, 1 dez (EFE).- O presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta terça-feira, em Foz do Iguaçu, no Paraná, o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, para que ambos visitassem as obras em andamento da Ponte da Integração, no Rio Paraná, que visa desafogar o trânsito na Ponte da Amizade.

Durante o encontro, o chefe de governo brasileiro destacou o que classificou de "casamento perfeito" entre os dois países. Bolsonaro aproveitou para elogiar o mandatário do país vizinho.

"Um presidente que se preocupa e trabalha de fato pelo seu povo e que tem a democracia e a liberdade como lema", afirmou.

Esse foi o terceiro encontro entre Bolsonaro e Abdo Benítez nos últimos dois anos, e faz parte de uma "agenda aberta" antecipada por fontes de ambos os países, com foco na integração e no comércio bilateral.

Conforme informações obtidas pela Agência Efe junto a fontes oficiais brasileiras, também serão abordados entre os dois presidentes assuntos referentes ao Mercosul, que ainda neste mês realizará cúpula semestral.

Na reunião, que será feita de maneira virtual, o Uruguai passará a faixa para a Argentina, cujo presidente, Alberto Fernández, é o único de cunho progressista, em meio a Bolsonaro, Benítez e o uruguaio Luis Lacalle Pou.

O governo do Paraguai também já adiantou que pretende discutir a futura negociação do Anexo C do Tratado de Itaipu, que orienta a o funcionamento e a distribuição da energia gerada pela represa hidrelétrica compartilhada entre os dois países.

O termo deveria ser renegociado em 2023, quando serão completados 50 anos da assinatura, em particular a cláusula em que é estabelecido que cada país recebe 50% da energia, mas deve vender ao parceiro aquilo que não utiliza.

O Paraguai usa pouco mais de 5% da energia que recebe de Itaipu, com isso, o restante acaba indo para o Brasil, por preços preferenciais, muito abaixo do mercado.

Após a visita às obras da ponte fronteiriça, Bolsonaro e Abdo Benitez terão uma reunião privada, que terão participação dos ministros de ambos os governos.