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'CVM não está à venda', diz nota do SindCVM

Mariana Sallowicz

Rio

O Sindicato Nacional dos Servidores da CVM (SindCVM) divulgou nesta quinta-feira, 18, um comunicado com o título "CVM não está à venda" em que exige que a vaga do diretor Roberto Tadeu, inspetor da autarquia cujo mandato terminou em dezembro, seja preenchia por membro de carreira da autarquia.

A manifestação ocorre após o jornal O Globo publicar que um intermediário do presidente Michel Temer teria oferecido a Joesley Batista, um dos donos da JBS, nomeações em órgãos como a CVM.

Sem citar nomes, a entidade critica a indicação "de pessoa estranha aos quadros técnicos". Em abril, Temer encaminhou ao Senado a indicação do nome de Gustavo Machado Gonzalez para exercer o cargo de diretor da CVM. O nome ainda tem que ser aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e depois pelo plenário da Casa.

"Recentemente viemos a público lamentar a indicação de pessoa estranha aos quadros técnicos da CVM para vaga no Colegiado da Autarquia tradicionalmente ocupada por membro das carreiras da casa (...) Agora, porém, vemos claramente que não se trata apenas de questão técnica, mas também - e principalmente! - ética", diz a nota.

O sindicato afirma ainda que a regulação do mercado de capitais deve ser feita com a independência e a capacidade técnica exigidas por uma sociedade estafada de incompetência e corrupção.

"Não podemos tolerar que um órgão de controle da envergadura da CVM se dobre diante do interesse privado, apartando-se de seu mister. Não pode pairar sombra de dúvida quanto ao compromisso da instituição com sua missão", reclama o sindicato.

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