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Fed mantém previsão de alta gradual nos juros

Victor Rezende, com informações da Dow Jones Newswires

São Paulo

O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) manteve a previsão de alta gradual nos juros americanos, destacando ao fim da reunião de política monetária de dois dias que a trajetória de elevação da taxa em 2017 e em 2018 permanece inalterada em relação ao projetado em março, quando o BC afirmou que o caminho dependerá da perspectiva econômica e dos dados econômicos futuros.

Além de elevarem as taxas dos Fed funds para a faixa entre 1,00% e 1,25%, os dirigentes esperam mais um aumento nas taxas neste ano, após a elevação desta quarta-feira, em meio a previsões que apresentaram uma projeção de inflação mais fraca. "Em 12 meses, a inflação diminui recentemente e o núcleo da inflação está bastante inferior à meta de 2%", comentou o BC americano no comunicado da decisão.

Em relação ao mercado de trabalho, o Fed afirmou que ele continua a se fortalecer e que "a atividade econômica vem aumentando moderadamente até agora neste ano". Já os ganhos com emprego ficaram moderados, "mas foram sólidos, em média, desde o início do ano", além da taxa de desemprego ter diminuído As despesas das famílias, por sua vez, cresceu nos últimos meses "e os investimentos em ativos ficos continuaram a se expandir".

"O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) procura promover o emprego máximo e a estabilidade de preços. Continuamos a esperar que, com ajustes graduais na orientação da política monetária, a atividade econômica se expandirá a um ritmo moderado, e as condições do mercado de trabalho se fortalecerão um pouco mais", diz o Fed. Para o BC dos EUA, a inflação deve continuar pouco abaixo dos 2% no curto prazo, mas se estabilizar em torno da meta no médio prazo. Já os riscos para as perspectivas econômicas são vistos como "equilibrados", mas o Fomc afirmou que continuará acompanhando de perto a evolução da inflação.

A decisão foi tomada por 8 votos a 1, com o voto contrário do presidente da unidade de Minneapolis, Neel Kashkari, que preferia manter os juros. O dirigente afirmou que a inflação estava fraca - o que significaria que o Fed não precisa apertar a política monetária. Kashkari também votou a favor de divulgar o plano de redução do balanço antes de um novo ajuste nas taxas de juros.

Sobre o seu balanço patrimonial, o Fed definiu planos para iniciar a diminuição ainda neste ano e disse que espera normalizar o balanço assim que a normalização dos juros estiver bem encaminhada. Para o BC, o balanço diminuirá para um nível "sensivelmente baixo" em relação aos últimos anos ao longo do tempo, mas, mesmo com a redução, o balanço será maior do que antes da crise financeira. O Fed ainda reiterou que a abordagem de diminuição do balanço será "gradual e previsível".

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