Sem chuva, governo pode reduzir vazão da usina de Sobradinho, diz ONS

Luciana Collet

São Paulo

O cenário de poucas chuvas na área de influência do Rio São Francisco e a perspectiva de os reservatórios das hidrelétricas instaladas nesse rio atingirem o volume morto até o final do ano podem levar o governo a reduzir, mais uma vez, a vazão da usina de Sobradinho para abaixo dos atuais 600 metros cúbicos por segundo. "Dá para reduzir mais, mas essa é uma decisão da ANA (Agência Nacional de Águas) e do Ibama, não é nossa", disse o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata. "Hoje o setor de energia está passivo nesse processo, não somos obstáculo e infelizmente não podemos ser facilitadores", completou.

Segundo Barata, a vazão poderia ser reduzida a um número limite de 540 a 550 m3/s, abaixo dos 600 m3/s atuais. Ele salientou, porém, que não fossem pelos reservatórios das hidrelétricas, a vazão no rio estaria abaixo dos 300 m3/s.

Ele minimizou o impacto que essa potencial redução traria na geração de energia. Quando a vazão foi reduzida de 700 m3/s para 600 m3/s, houve uma redução de 100 MW médios, considerando o efeito em cascata que a diminuição acarreta.

Barata admitiu, porém, que a redução aumentaria a complexidade operacional para Chesf, responsável pelas usinas, já que algumas das máquinas da usina de Xingó não poderão ser despachadas. "Mas não tem impedimento nenhum", salientou.

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