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TLP trará redução de subsídio implícito em repasses ao BNDES, diz Berriel

Fabrício de Castro

Brasília

O diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Tiago Couto Berriel, voltou a defender nesta quinta-feira, 13, a Taxa de Longo Prazo (TLP), criada para substituir a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), utilizada em contratos do BNDES. Em texto institucional divulgado pelo BC, Berriel afirmou que "a nova sistemática levará a uma redução gradual do subsídio implícito nos repasses de recursos do Tesouro ao BNDES".

O comentário retoma ideia já expressa na véspera por Berriel durante audiência pública da comissão mista que analisa a medida provisória 777, que cria a TLP. De acordo com o diretor, a diminuição dos subsídios contribuirá para o equilíbrio fiscal no Brasil, com impactos positivos sobre a dívida pública. A proposta prevê a eliminação, em cinco anos, da diferença entre o custo de captação do Tesouro e o custo dos empréstimos do BNDES.

"A TLP baseada numa taxa de mercado responde à política monetária muito mais prontamente. É isso que aumenta a potência da política monetária, pelo canal do crédito, e beneficia, em princípio, o conjunto dos tomadores de crédito do país", acrescentou Berriel.

O diretor pontuou ainda que a TLP permitirá que mais investidores privados sejam atraídos para o mercado. "Isso vai permitir ao BNDES ampliar a forma da atuação, de forma mais integrada ao mercado de capitais, com condições de vender ou securitizar os créditos concedidos", disse Berriel.

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