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PF ataca grupo por fraudes de benefícios e ameaças a servidores do INSS

Luiz Fernando Teixeira e Fausto Macedo

São Paulo

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (17) a Operação Púnico para desarticular um grupo especializado na inserção de dados falsos nos sistemas de informação do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e criar benefícios a pessoas que não tinham direito a eles.

Após descoberto o esquema, segundo a PF, servidores passaram a ser ameaçados para permitir a continuidade das fraudes.

Estão sendo cumpridos um mandado de prisão preventiva, dois de prisão temporária e três de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Santo André. Todos os mandados foram expedidos pela 3.ª Vara Criminal Federal de Santo André.

A PF agiu em conjunto com o INSS, o Ministério Público Federal e a Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária do Ministério da Fazenda (Coinp). A ação integrada tornou mais célere a investigação, destacou a PF.

O inquérito policial foi aberto em 22 de março, a partir da informação de que a chefe da agência da Previdência Social em Santo André estava sendo ameaçada após ter descoberto um esquema criminoso envolvendo um servidor lotado naquela mesma unidade e de ter, em razão disso, cortado seu acesso aos sistemas de inserção de beneficiários.

As ameaças haviam se iniciado no dia seguinte ao corte do acesso. Após algum tempo, o gerente-executivo também começou a receber ameaças por telefone. As ameaças de agressão e morte mencionavam familiares.

Varredura indicou fraude

A pedido da PF, o INSS realizou uma breve varredura nas atividades do servidor, em razão da necessidade de ação rápida, tendo verificado 12 benefícios que ele havia processado.

Dessa análise, 100% dos benefícios tinham indícios de fraude. A Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária do Ministério da Fazenda aprofundou a análise dos casos e verificou outras fraudes envolvendo o grupo investigado.

Nesta terça-feira, a Advocacia Geral da União vai protocolar ação de improbidade administrativa e representará pelo bloqueio patrimonial em âmbito civil dos envolvidos.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de inserção de dados falsos em sistemas informatizados da União, estelionato contra a União, ameaça e organização criminosa, com penas que variam de 1 mês de detenção a 13 anos e 4 meses de reclusão.

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