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Produção industrial deve ter avançado 1,1% em março ante fevereiro, diz Ipea

Vinicius Neder

Rio

20/04/2018 12h40

A produção industrial, medida pela Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deve ter avançado 1,1% em março ante fevereiro, conforme a projeção calculada pelo Indicador Ipea de Produção Industrial, divulgado nesta sexta-feira, 20, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Se confirmada a projeção, a produção industrial terá acumulado alta de 0,4% no primeiro trimestre, na comparação com o período imediatamente anterior. Indicador Ipea de Produção Industrial é calculado pelo Grupo de Conjuntura do órgão de pesquisas.

Na comparação de 2018 com 2017, a produção industrial de março deve ter avançado 4,4%, nas contas dos pesquisadores do Ipea. Com isso, a indústria teria encerrado o primeiro trimestre com alta de 4,3% sobre igual período do ano passado.

Segundo a nota divulgada nesta sexta-feira pelo Grupo de Conjuntura no site do Ipea na internet, o crescimento de março foi disseminado entre todos os componentes observados para estimar o comportamento da produção industrial.

A produção de automóveis e a demanda por papelão ondulado, usado nas embalagens, são alguns dos dados observados para compor o Indicador Ipea de Produção Industrial.

"De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção total de veículos avançou 5,6% na margem, resultado que sucedeu dois recuos seguidos. Por sua vez, a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO) indica que a venda de papel e papelão subiu 1,3% na margem", diz a nota dos pesquisadores do Ipea.

Os movimentos na confiança dos empresários também são observados. Segundo os pesquisadores do Ipea, o Indicador de Confiança da Indústria, calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), teve alta de 1,3% em março ante fevereiro.

O único componente usado no Indicador Ipea de Produção Industrial que ficou na contramão foi a importação de bens intermediários. "Segundo a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), a importação de bens intermediários caiu 3,8%, terceira contração seguida", diz a nota do Ipea.