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Moreira Franco usa rede social para fazer campanha por privatização da Eletrobras

Denise Luna

Rio

26/04/2018 12h45

O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, está utilizando as redes sociais para alertar sobre as consequências de não se privatizar a Eletrobras. Pelo Twitter, o ministro afirmou nesta quinta-feira (26) que a estatal do setor elétrico "está diante de uma encruzilhada: priorizar os investimentos --levando energia a mais pessoas, a preços menores-- ou dar as costas aos brasileiros, cobrando altas tarifas, que atendem a um grupo de privilegiados".

Em uma segunda mensagem, o ministro afirma que "Modernizar a Eletrobras não é uma escolha; é uma necessidade".

Na quarta-feira (25) o ministro já havia utilizado a mesma rede social para alardear licenças ambientais concedidas pelo Ibama e que ainda não haviam sido divulgadas pelo órgão.

Dias atrás, também pelo Twitter, o ministro já havia sugerido que sem a privatização da Eletrobras o país teria de conviver com apagões de energia elétrica. Também já afirmou pela rede social que vai fazer uma reestruturação na área nuclear, que não será privatizada e ficará na estatal a ser criada para abrigar também projetos binacionais da estatal.

Privatização enfrenta resistência

A privatização da Eletrobras vem encontrando forte oposição de políticos, inclusive alguns aliados ao governo federal, que não desejam ver seus nomes ligados às mudanças que a venda pode causar, principalmente em ano eleitoral.

O ministro formalizou nesta quinta-feira no Diário Oficial da União, a formação de cinco grupos de trabalho para prestar apoio técnico e acompanhar o processo de privatização da Eletrobras: Comitê de Liderança, Comitê Executivo, Modelagens e Estudos, Cálculo de Outorgas e Acompanhamento Jurídico.

Os grupos serão compostos por representantes de ministérios, como MME, Casa Civil, Planejamento e Fazenda. Alguns deles contarão ainda com representantes do BNDES, do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e da própria Eletrobras.

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