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Retração do comércio em outubro foi pontual e não preocupa, diz CNC

Fernanda Nunes

Rio

13/12/2018 15h56

O economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC) Fábio Bentes, acredita que a retração do comércio em outubro foi pontual e destaca que, olhando o varejo ampliado - que além de veículos inclui materiais de construção -, a expectativa para 2018 é compensar ao menos metade da perda acumulada de 2014 a 2016, de 20%.

Na passagem de setembro para outubro, o varejo restrito caiu 0,4% e o ampliado, 0,2%. Na comparação interanual, o varejo restrito cresceu 1,9% e o ampliado, 6,2%, influenciado pelo bom desempenho do segmento de veículos.

"Quando olhamos no curtíssimo prazo, a avaliação é negativa. O fato é que foi um mês negativo, mas não preocupa muito. Porque o varejo teve em agosto uma venda muito alta. Naquele mês teve liberação do PIS/Pasep para o consumo. Então, o dado de curtíssimo prazo interpreto mais como um ajuste pontual do que como reversão das vendas", afirmou.

Para o quarto trimestre, a perspectiva é de crescimento de 5% e, de janeiro a dezembro, de 4,8%. O ano de 2019, acredita Bentes, será marcado pela queda dos preços dos combustíveis, em linha com o mercado internacional, o que deve contribuir para uma melhora da taxa. A venda de duráveis deve melhorar, com a retração dos juros, não só por causa da política monetária perseguida pelo Banco Central, mas também por conta de uma agenda de competição no setor bancário, diz o economista.