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'Já falei que não entendia de economia?', diz Bolsonaro, indagado sobre PIB

Daniel Weterman

Brasília

01/06/2019 19h14Atualizada em 01/06/2019 20h25

O presidente da República, Jair Bolsonaro, declarou não entender de economia ao ser perguntado sobre projeções para o país após o Produto Interno Bruto (PIB) cair 0,2% no primeiro trimestre do ano. Ele relacionou o cenário de melhora com questões externas, além da necessidade de aprovar a reforma da Previdência, e afastou a possibilidade de criar impostos.

"Já falei que não entendia de economia? Quem entendia afundou o Brasil, eu confio 100% na economia do Paulo Guedes", declarou Bolsonaro, após um almoço na residência de um amigo no Lago Sul, em Brasília. "A gente quer melhorar os nossos índices aqui, agora passa por questões até externas", acrescentou.

Ele citou possibilidade de o governo autorizar a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e afirmou que isso está sendo estudado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Prometeu apresentar novas medidas para os Estados após a reforma da Previdência. "Da minha parte, está descartada qualquer possibilidade de novo imposto ou majorar qualquer imposto, isso não existe", destacou.

Ele ressaltou a importância de o Congresso aprovar o crédito suplementar solicitado pelo governo para garantir o pagamento da Previdência, de subsídios e de benefícios assistenciais. O governo, afirmou, está trabalhando para garantir a promessa de pagar a 13º parcela do Bolsa Família por meio do combate a fraudes no benefício.

Em relação a medidas provisórias, disse aguardar decisões do Congresso para encaminhamentos. A MP do Saneamento, por exemplo, perde a validade se não for aprovada até esta segunda-feira, 3. O texto não está na pauta da Câmara ou do Senado.

O presidente não quis falar sobre alternativas antes do prazo. Sobre a que promove um pente-fino em pagamentos do INSS, afirmou acreditar na aprovação segunda-feira, no Senado.

Ele manifestou expectativa de o Senado aprovar a MP que altera o Código Florestal também na segunda-feira, prazo final para o Congresso votar o texto.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), no entanto, já garantiu que os senadores não votarão o texto. Para Bolsonaro, a bancada ruralista tem metade dos parlamentares no Congresso e poderia se mobilizar para aprovar a medida na segunda.

Educação

Na área da Educação, o presidente prometeu divulgar nas próximas semanas ações para as universidades federais, que foram alvos de bloqueios orçamentários, mas não quis adiantar quais medidas o governo adotará na área.

O Ministério da Educação divulgou uma nota afirmando que professores e alunos não podem divulgar e estimular protestos durante o horário escolar.

O presidente relatou que não conversou com o ministro da pasta, Abraham Weintraub, sobre o assunto. "O que eu sempre recomendo aos ministros é o menos de marola possível. Faz a coisa em silêncio. Há interpretação, muitas vezes, equivocada e isso não é bom para a gente", comentou Bolsonaro quando perguntado sobre a nota.

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