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Trajetória fiscal em 2021 será decisiva para determinar prolongamento do estímulo

Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues

Brasília

23/06/2020 08h59

O Banco Central afirmou nesta terça-feira, por meio da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), que a trajetória fiscal do Brasil ao longo de 2021 será "decisiva" para determinar o prolongamento da atual fase de estímulo monetário.

Na semana passada, o BC reduziu a Selic (a taxa básica de juros) em 0,75 ponto porcentual, de 3,00% para 2,25% ao ano. Ao mesmo tempo, sinalizou que eventual novo corte, na reunião marcada para 4 e 5 de agosto, será "residual".

"O Copom entende que, neste momento, a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reconhece que o espaço remanescente para utilização da política monetária é incerto e deve ser pequeno", pontuou o BC na ata agora divulgada. Esta mensagem já apareceu no comunicado da semana passada.

"O Comitê avalia que a trajetória fiscal ao longo do próximo ano, assim como a percepção sobre sua sustentabilidade, são decisivas para determinar o prolongamento do estímulo", acrescentou a instituição.