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População desocupada somou 11,8 milhões na 3ª semana de junho, diz IBGE

Desemprego é maior entre os jovens, que têm dificuldade para conseguir um primeiro emprego com carteira assinada - Camila Domingues/Palácio Piratini
Desemprego é maior entre os jovens, que têm dificuldade para conseguir um primeiro emprego com carteira assinada Imagem: Camila Domingues/Palácio Piratini

Vinicius Neder

Rio

10/07/2020 10h28

A taxa de desocupação ficou em 12,3% na semana de 14 a 20 de junho, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Covid (Pnad Covid), divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O nível ficou pouco abaixo dos 12,4% registrados na semana anterior, mas acima da primeira semana de maio (10,5%), primeira semana de referência da nova pesquisa do IBGE. Eram 11,8 milhões de desempregados na semana de 14 a 20 de junho.

O contingente sobe para 38,1 milhões quando se leva em conta a população não ocupada que não procurou trabalho (ou seja, fora da força de trabalho), mas que gostaria de trabalhar. Dos 26,4 milhões fora da força que gostariam de trabalhar, 17,3 milhões deixaram de buscar um emprego por causa da pandemia de covid-19 ou por falta de trabalho em sua localidade.

A população ocupada ficou em 84 milhões de pessoas na semana de 14 a 20 de junho, estável na comparação com as semanas anteriores, indicando que tem havido menos perdas de emprego. Do total de ocupados, 13,3% (11,1 milhões de trabalhadores) estavam afastados por causa de medidas de isolamento social relacionados à covid-19, abaixo dos 19,8% da primeira semana de maio, sinalizando para um retorno dos trabalhadores a suas atividades.

Ainda entre os ocupados, 8,7 milhões, ou 12,5% do total, exerciam suas atividades remotamente, trabalhando de casa. Esse contingente tem se mantido estável desde o início da Pnad Covid.

Com o retorno dos trabalhadores em atividades tidas como informais, a taxa de informalidade caiu para 33,9%, tanto em relação à semana anterior (35%) quanto frente à semana de 3 a 9 de maio (35,7%), informou o IBGE.