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Projeção de crescimento reflete bom momento na área econômica, diz secretário

Lorenna Rodrigues e Eduardo Rodrigues

Brasília

18/05/2021 12h12

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, destacou nesta terça-feira que, assim como ocorreu em 2020, o mercado tem mostrado melhoras consistentes nas projeção para crescimento da atividade em 2021. O Ministério da Economia revisou nesta terça sua projeção para a recuperação da economia em 2021, de alta de 3,20% para 3,50%. Para 2022, a pasta manteve a estimativa de crescimento de 2,50% no Produto Interno Bruto (PIB).

"Essa é uma projeção conservadora. Vários analistas de mercado estão projetando crescimento acima de 4,0% para o PIB deste ano. A nossa estimativa é conservadora, mas reflete o bom momento que estamos vivendo no lado econômico", afirmou Sachsida.

Para o secretário insistir em consolidação fiscal e reformas pró-mercado é caminho. "É isso que está dando o norte para o mercado. Também ajuda todo o apoio que temos recebido do Congresso Nacional na nossa pauta, com vários marcos legais sendo aprovados", completou.

Estagflação

Diante do aumento também das projeções de inflação, Sachsida rechaçou a possibilidade de haver "estagflação" no Brasil. "Não é possível falar em estagnação em um país com crescimento acima de 3%. Falar em estagflação no momento atual da economia brasileira não faz sentido", argumentou.

O secretário de Política Econômica destacou que o risco hidrológico pode impactar tanto a inflação como a recuperação da economia em 2021. "Hoje estamos na bandeira vermelha 1 (nas contas de luz). Se ele insistir e piorar, podemos ir para a bandeira vermelha 2. Então há um risco na inflação", afirmou.

Sachsida lembrou que o País corre esse risco hidrológico apesar de dez anos de crescimento baixo da economia. "Isso mostra que temos um problema não apenas conjuntural, de chuvas, mas que temos um problema estrutural também. Isso reforço a importância do processo de concessões e privatizações, e de marcos legais mais eficientes", completou.

Pauta econômica liberal

Questionado se as atitudes do presidente da República, Jair Bolsonaro, como o aumento de seu próprio salário, não vão na contramão do ajuste fiscal defendido pela equipe econômica, o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia respondeu que Bolsonaro apoia sim a econômica liberal. "Eu quero destacar que o presidente Jair Bolsonaro foi eleito com uma pauta econômica pró-mercado, e isso sempre foi claro durante a campanha. Temos um ministro da Economia, como o Paulo Guedes, conhecido por ser um defensor da liberdade econômica. Os nossos atos mostram que temos avançado na pauta de reformas e consolidação fiscal."

A equipe econômica também enfatiza a necessidade de vacinação em massa para a retomada da atividade, mas o secretário não respondeu a pergunta sobre as falas e atitudes do presidente Bolsonaro em relação à pandemia de covid-19.

Arrecadação

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Bruno Funchal, afirmou, por sua vez, que a nova projeção da pasta para a evolução do PIB reflete os novos dados da atividade econômica. "Dados importantes foram divulgados pela Receita Federal, com reflexo no resultado do Governo Central. No mês passado mostramos um superávit primário no primeiro trimestre, reflexo de uma retomada da economia, com mais receita. Os primeiros quatro meses de arrecadação dos Estados mostram um crescimento de mais de 15%, alguns estados com alta de mais de 30% (no recolhimento) de ICMS", destacou.