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Lagarde: inflação na zona do euro aumentou e seguirá alta com choque de energia

São Paulo

14/04/2022 10h58

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, comentou nesta quinta-feira (14) que a inflação da zona do euro aumentou significativamente e permanecerá alta nos próximos meses, em função principalmente do choque dos preços de energia provocado pela guerra entre Rússia e Ucrânia.

Lagarde, que falou durante coletiva de imprensa sobre a decisão de política monetária de mais cedo, afirmou também que vários fatores sugerem crescimento fraco no período mais adiante. Ela ressaltou que os riscos da pandemia de covid-19 diminuíram, embora novas restrições motivadas pela doença na Ásia contribuam para gargalos de oferta, mas ressaltou que o conflito no Leste Europeu poderá ter efeitos econômicos mais fortes.

Lagarde disse também que não há escassez de liquidez no sistema bancários da zona do euro, mas alertou que os padrões de crédito do bloco deverão se estreitar nos próximos meses.

A presidente do BCE disse, ainda que a instituição poderá começar a elevar juros "semanas ou meses" depois do fim do programa de compras de ativos conhecido como APP.

Mais cedo, o BCE revelou que pretende encerrar o APP no terceiro trimestre, sem citar uma data específica. Lagarde ressaltou ser "muito provável" que o programa de fato seja concluído no terceiro trimestre.

Lagarde afirmou também que um eventual embargo abrupto da União Europeia (UE) a importações de petróleo e gás da Rússia teria "efeitos econômicos significativos". Comentou, ainda, que a manutenção do apoio fiscal e monetário continua sendo crucial, diante dos efeitos da guerra russo-ucraniana.

Cronograma

Christine Lagarde disse na coletiva que o BCE definirá o cronograma exato para o fim do programa de compras de ativos conhecido como APP na reunião de política monetária de junho. Mais cedo, o BCE revelou que pretende encerrar o APP no terceiro trimestre, sem citar uma data específica.

A presidente do Banco Central Europeu comentou também que o impacto da guerra entre Rússia e Ucrânia será maior na zona do euro do que nos EUA, visto que seus cenários econômicos são muito diferentes. Disse, ainda, que o processo de normalização da política monetária já está em andamento, mas ressaltou que seria prematuro falar em "aperto quantitativo" neste momento, numa referência à eventual redução do balanço patrimonial do BCE.