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Bolsonaro diz que Petrobras vai diminuir margem de lucro: 'e sem interferência'

Salvador e São Paulo, 15

15/07/2022 21h54

Sem precisar quando, o presidente Jair Bolsonaro (PL) garantiu nesta sexta-feira, 15, que a Petrobras vai diminuir sua margem de lucro. "Nós não interferimos no preço dos combustíveis, buscamos alternativas. A política não pode ser o lucro pelo lucro. Petrolíferas do mundo todo diminuíram a margem de lucro, é o que a gente quer da Petrobras. Isso vai acontecer e sem interferência", disse o chefe do Executivo em transmissão ao vivo nas redes sociais.

Como mostrou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o governo tem pressionado a Petrobras a baixar o preço dos combustíveis para acompanhar a redução do barril de petróleo Brent no mercado internacional. Hoje, a variação dos preços cobrados pela estatal estão atrelados à cotação no exterior, criticada por Bolsonaro.

Ainda assim, o presidente voltou a garantir que vai respeitar a política de paridade de preços internacionais (PPI) da companhia. "A Petrobras tem que entender que estamos em guerra, não estamos numa normalidade. E os que me acusam de criar a tal da PPI, de dolarizar o nosso preço aqui dentro, isso foi feito no governo Temer, não foi feito por mim", disse, na live. "Precisava ter feito? Acredito que não, mas foi feito, temos que honrar contratos. Não posso dar murro na mesa e dizer 'não quero mais'."

O presidente também pediu que a população faça vídeos nos postos de gasolina para atestar a redução no preço dos combustíveis. "Guardem as notas fiscais, façam comparação de preços. Me ajudem a fiscalizar", pediu. O governo editou um decreto que obriga os estabelecimentos a exibirem nas notas fiscais os preços praticados em 22 de junho em comparação com os valores atuais. Oito partidos ingressaram com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar a norma, considerada eleitoreira.

Em linha com o ministro da Economia, Paulo Guedes, Bolsonaro ainda afirmou que a economia brasileira se recuperou em 'V' da crise econômica. "Especialistas diziam até pouco tempo: 'o nível de emprego no Brasil só voltará aquele semelhante ao pré-pandemia em 2023'. Voltou antes e melhor". Em seguida, repetiu sua aposta de que haverá deflação no País com a redução do ICMS cobrado sobre os combustíveis.

Pouco antes de encerrar a transmissão ao vivo nas redes sociais, ao lado de uma criança não identificada, Bolsonaro lamentou a morte de Luiz de Orleans e Bragança, aos 84 anos. Ele era bisneto da princesa Isabel e reivindicava o título de "Dom" por ser descendente da antiga família real brasileira.