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'Precisamos de recursos para bancar a redução da fila', diz Lupi, sobre INSS

O ministro da Previdência, Carlos Lupi, ao lado do presidente Lula - Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo
O ministro da Previdência, Carlos Lupi, ao lado do presidente Lula Imagem: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo

Antonio Temóteo

Em Brasília

24/04/2023 17h38Atualizada em 24/04/2023 18h55

O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, afirmou hoje que se reuniu com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para tratar sobre o aumento de gastos com a concessão de benefícios que ocorrerá com a redução da fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo ele, o governo deve conceder até 900 mil benefícios extras em 2023, o que exigirá uma suplementação orçamentária.

"Significa dizer que, além do crescimento vegetativo na concessão de benefícios por ano, que é um milhão, você vai ter de 800 mil a 900 mil a mais, então nós temos também que encontrar uma solução para o pagamento desses benefícios extras com a redução da fila do INSS. Precisamos de recursos para bancar a redução da fila", disse o ministro da Previdência Social.

Lupi também declarou que ainda não é possível estimar o impacto orçamentário do aumento de gastos, diante da variedade de benefícios e do peso de cada um.

"Não é uma questão simples de resolver. Existem vários tipos de problemas diferentes. Você tem a perícia. A pessoa está de licença médica e os peritos avaliam se aquela licença é condizente. São pessoas que pedem aposentadoria por invalidez e precisam fazer um exame médico para isso. Tem vários tipos de atendimento. Dessa fila de 1,8 milhão benefícios, 1 milhão aguardam perícia. Temos 3.500 médicos que estão trabalhando", disse o ministro.