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Indicado pelos EUA, Ajay Banga é confirmado na presidência do Banco Mundial

O novo presidente do Banco Mundial, Ajay Banga - Tony Karumba/AFP
O novo presidente do Banco Mundial, Ajay Banga Imagem: Tony Karumba/AFP

André Marinho e Célia Froufe

Em São Paulo

03/05/2023 15h02Atualizada em 03/05/2023 15h24

O Conselho Executivo do Banco Mundial aprovou hoje a nomeação do ex-CEO da Mastercard Ajay Banga para o cargo de presidente da instituição.

O nome indicado pelos Estados Unidos era o único candidato ao posto e substituirá o americano David Malpass em um mandato previsto para durar cinco anos, a partir de 2 de junho.

Conforme apurou o Broadcast, 24 integrantes votaram a favor da nomeação de Banga, mas o representante da Rússia se absteve.

Em comunicado, a entidade informou que a seleção cumpriu processo "transparente", que incluiu uma longa entrevista com o postulante.

Em comunicado, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, parabenizou Banga e disse esperar que ele atue nos objetivo principal do Banco Mundial de reduzir a pobreza no planeta.

"Ajay também será essencial para reunir os setores público e privado, juntamente com a filantropia, para inaugurar as mudanças fundamentais no financiamento do desenvolvimento que este momento exige", ressaltou.

Em nota separada, a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, ressaltou que Banga entende os desafios enfrentados pela comunidade internacional, entre eles a pandemia, as mudanças climáticas e a extrema pobreza. Yellen também defendeu os esforços para reformar o Banco Mundial e outros órgãos multilaterais.

"As reformas adotadas irão aprimorar a missão do Banco Mundial, alinhar suas operações com nossas novas metas e ajudar a liberar até US$ 50 bilhões em capacidade de empréstimo na próxima década para combater a pobreza extrema, impulsionar o crescimento econômico e criar resiliência aos desafios globais", disse.

Nascido na Índia e com cidadania americana, Ajay Banga tem 63 anos e fez carreira em empresas como Citigroup e Mastercard, antes de ser nomeado ao Comitê Consultivo para Política Comercial e Negociações, durante o governo do ex-presidente dos EUA Barack Obama.