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Começa a terceira parte da reunião de análise de conjuntura do Copom

Analistas preveem de forma unânime a manutenção da taxa Selic em 13,75% pela sexta vez seguida, apesar da pressão do governo pela redução dos juros. - Marcello Casal JrAgência Brasil
Analistas preveem de forma unânime a manutenção da taxa Selic em 13,75% pela sexta vez seguida, apesar da pressão do governo pela redução dos juros. Imagem: Marcello Casal JrAgência Brasil

Thaís Barcellos

Em Brasília

03/05/2023 10h29

A terceira parte da sessão da análise de conjuntura do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central começou às 10h06 desta quarta-feira, informou o BC. No período da tarde, ocorre a segunda fase do encontro do Copom, quando o colegiado define o nível da Selic, que atualmente está em 13,75% ao ano. O anúncio ocorre a partir de 18h30.

Os 44 analistas de mercado ouvidos pelo Projeções Broadcast na última semana preveem de forma unânime a manutenção da taxa Selic em 13,75% nesta reunião pela sexta vez seguida. Apesar da pressão do governo pela redução dos juros, a autoridade monetária continua indicando que as condições para a queda dos juros ainda não estão postas e que é preciso ver uma queda mais consistente da inflação e das expectativas de inflação.

A partir deste Copom, o BC deve mirar somente o ano de 2024 em sua estratégia de convergência da inflação à meta. A deterioração de expectativas para esse horizonte e para prazos mais longos foi estancada nas últimas semanas, mas as projeções já superam bastante as metas estabelecidas. O BC já descumpriu seu mandato de controle de preços em 2021 e 2022 e vai pelo mesmo caminho para 2023, conforme a estimativa mediana do Boletim Focus.

Segundo a pesquisa do Projeções Broadcast, a maioria das instituições consultadas (74%) prevê início dos ciclo de cortes da Selic ainda em 2023. Seis de 42 casas (14%) projetam redução da taxa no segundo trimestre deste ano, 19 (45%) no terceiro e seis (14%) no quarto.

Outras onze instituições esperam cortes só em 2024: nove (21%) no primeiro trimestre do ano e seis no segundo (6%). No Boletim Focus, a expectativa mediana é de início de cortes em setembro, com a taxa terminando 2023 em 12,50%.

O Copom deste mês ocorre com dois desfalques. A cadeira de Política Monetária está vazia desde a saída de Bruno Serra, no fim de março, e espera a indicação de um nome pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A diretora de Administração, Carolina Barros, também está ausente, mas devido à morte de um familiar.